Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Em meio à pandemia, Coreia do Sul realiza eleições parlamentares

Sob estritas regras para evitar a propagação do vírus, eleitores sul-coreanos devem dar a vitória ao partido do presidente Moon Jae-in, segundo boca de urna

Por Da Redação
Atualizado em 30 jul 2020, 19h24 - Publicado em 15 abr 2020, 17h05

Mesmo com o risco de uma nova onda de infecções por Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, os eleitores da Coreia do Sul compareceram em peso para as eleições parlamentares nesta quarta-feira, 15. As pesquisas de boca de urna dão larga vitória ao governista Partido Democrático (DP) e à sigla aliada Partido Cívico Unido (CTP).

Sob regras restritas de distanciamento e a obrigatoriedade do uso de máscaras protetoras, cerca de 63% da população foi às urnas decidir o futuro político do presidente, Moon Jae-in, que viu sua popularidade aumentar devido à resposta de seu governo a pandemia de Covid-19.

Enquanto o resultado oficial não é divulgado, uma pesquisa de boca de urna divulgada pelas emissoras de televisão KBS, MBC e SBS apontou que a coalizão entre a sigla governista e a CTP conseguirá conquistar até 178 das 300 cadeiras da Assembléia Nacional. O maior partido de oposição, o conservador União do Futuro, poderá ficar com até 109 cadeiras, segundo as mesmas pesquisas.

Na Presidência desde 2017, após a queda da ex-presidente Park Geun-Hye devido a um escândalo de corrupção, Moon viu sua popularidade derreter com um desempenho na economia abaixo do esperado e com sua política de aproximação com a Coreia do Norte. Setores conservadores consideram que a iniciativa falhou uma vez que o regime do norte continua a desenvolver mísseis balísticos e armas nucleares.

Em janeiro, quando a pandemia era apenas um surto local na China, a aprovação do partido do presidente havia caído de 41% para 37%, enquanto Moon via sua aprovação diminuir de 50% para 44.7% ainda início da crise. Dias antes das eleições, no entanto, o índice de aprovação do DP voltou aos 41% e o de Moon subiu para 54,4% – o maior em 17 meses.

Continua após a publicidade

Durante a crise a do coronavírus na Coreia do Sul, o governo criou políticas para testar em massa a população e adotou medidas restritivas.  No total, foram realizados mais de 500.000 exames. Mesmo com a proximidade com a China e com o fato de ter sido um dos primeiros países infectados, a Coreia do Sul controlou a propagação do vírus. No total, o país teve 10.591 contaminados, dos quais 7.616 pessoas já se recuperaram e 225 morreram, segundo levantamento em tempo real da Johns Hopkins University.

No mundo, a pandemia já atingiu mais de 2 milhões de pessoas, sendo que 507.330 foram curadas. Outras 130.528 morreram. O pior cenário continua sendo o dos Estados Unidos, com 614.482 casos e 27.085 mortes. Já a China, onde a crise teve seu início, teme uma segunda onda de infecções. Com a capital trancada para os próprios chineses, o governo começou a registrar novos casos importados da doença no norte do país.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.