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Dissidente cubano é libertado e denuncia tortura psicológica

José Daniel Ferrer,da União Patriótica de Cuba, passou 12 dias incomunicável; é acusado de tentativa de matar um agente da polícia política

Por Da Redação Atualizado em 15 ago 2018, 20h11 - Publicado em 15 ago 2018, 18h28

O dissidente cubano José Daniel Ferrer, líder da União Patriótica de Cuba (Unpacu), foi libertado nesta quarta-feira (15) depois de cumprir duas semanas de prisão provisória, onde teria sofrido tortura psicológica. Ferrer, de 48 anos de idade, foi acusado pela Promotoria de Santiago de Cuba de “tentativa de assassinato” a um oficial da polícia política.

O líder opositor se comunicou por telefone com jornalistas reunidos em Miami para anunciar sua liberdade. Ele foi detido em 3 de agosto, depois de um incidente com um agente da polícia política em Palmarito de Cauto, no leste do país.

Aos jornalistas, Ferrer insistiu ter  sofrido torturas psicológicas durante sua detenção, como o “interrogatório contínuo” ao qual foi submetido e as más condições de sua cela. Ele teria permanecido 12 dias incomunicável, sem contato com advogados e familiares. Ao comentar sobre suas condições de prisão, resumiu terem sido “tremendas”.

A entrevista à imprensa foi organizada em Miami por seu irmão,  Luis Enrique Ferrer, na sede da Fundação Nacional Cubana Americana. O líder opositor anunciou também que soube da prisão em Cuba de outro político da oposição, Jorge Luis García Pérez, mais conhecido como “Antunez”, líder da Frente Nacional de Resistência Cívica Orlando Zapata Tamayo em Cuba.

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“A luta continua”, ressaltou Ferrer.

Além disso, pediu para as pessoas não se esquecerem dos “cem presos políticos” que, segundo disse, estão em locais semelhantes aos “campos de concentração”.

Embora em liberdade, o processo judicial contra Ferrer prosseguirá. A  Promotoria o acusa de “tentativa de assassinato” a um oficial da polícia política.  Ferrer foi preso junto com seu  motorista e colaborador, Ebert Hidalgo, após um incidente ocorrido na cidade de Palmarito de Cauto, na província de Santiago de Cuba.

Segundo os autos do processo, Ferrer “deu a partida (no automóvel) aceleradamente e o dirigiu contra o oficial (Dainier Suárez) que, desprevenido, reagiu com um movimento rápido” e se jogou na via, sem poder evitar um forte impacto em um braço. O opositor disse que não deu “tempo de manobrar” e evitar o acidente.

(Com EFE)

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