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Delegação alemã vai à Casa Branca para apurar denúncias de espionagem

Segundo o porta-voz de Angela Markel, “o objetivo é conseguir uma nova base de entendimento” com os Estados Unidos

Por Da Redação - 30 out 2013, 09h52

Uma delegação do governo alemão se reunirá nesta quarta-feira com representantes do governo americano na Casa Branca para obter explicações sobre o suposto grampo no telefone da chanceler Angela Merkel. O porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, confirmou a realização da reunião, solicitada pela Alemanha, em entrevista coletiva. Para apurar as denuncias apresentadas pela revista Der Spiegel, Merkel enviou à Casa Branca o coordenador dos serviços secretos, Günter Heiss, e o seu conselheiro de política externa, Christopher Heusgen. Segundo a imprensa alemã, o governo americano estará representado pela conselheira de segurança nacional, Susan Rice, o diretor nacional de inteligência, James Clapper, e a assessora em política antiterrorista e de segurança nacional, Lisa Monaco.

De acordo com o porta-voz de Merkel, o encontro deve “durar um tempo”, já que “o objetivo é conseguir uma nova base de entendimento“, ressaltou Seibert. Após a reunião, os presidentes dos serviços secretos interiores e exteriores da Alemanha, Hans-Georg Maassem e Gerhard Schindler, respectivamente, também deverão seguir em direção a Washington, onde devem se encontrar com autoridades americanas responsáveis pela área de inteligência.

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Depoimento no Congresso – Nesta terça-feira, o diretor da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês), general Keith B. Alexander, e o diretor de Inteligência Nacional, James R. Clapper Jr., negaram que o governo americano espione ligações telefônicas de cidadãos europeus. O general Alexander também afirmou que as últimas denúncias feitas pela imprensa europeia com base nos documentos vazados pelo ex-analista de inteligência Edward Snowden são “completamente falsas”. “Os relatos que levaram pessoas a acreditar que a NSA ou os Estados Unidos coletam informações são falsos”, disse. Segundo Alexander, a maior parte dos grampos em telefones é feita fora do continente europeu.

No entanto, segundo o jornal The New York Times, Alexander e Clapper Jr. disseram que a espionagem contra líderes mundiais é um dos pilares mantidos há décadas nos serviços de inteligência americanos. Eles afirmaram que a prática é fundamental para o governo saber quais “intenções” que outros países, incluindo os aliados, apresentam em relação aos Estados Unidos. Clapper ainda reforçou a tese de que todos os países praticam a espionagem. “Esta foi uma das primeiras coisas que eu aprendi na escola de inteligência, em 1963. É um princípio fundamental”, disse.

(Com agência EFE)

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