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Cúmplices na fuga de Mladic serão levados à Justiça

Todos aqueles que ajudaram o ex-general sérvio-bósnio Ratko Mladic a manter-se foragido durante 16 anos terão de prestar contas à Justiça, afirmou neste sábado o promotor sérvio para crimes de guerra, Vladimir Vukcevic. Mladic foi preso na última quinta-feira. Foragido desde 1995, ele é acusado de genocídio e outros crimes de guerra durante a guerra da Bósnia (de 1992 a 1995).

“Seguiremos perseguindo todos aqueles que ajudaram Mladic e outros fugitivos a escapar da justiça”, disse Vukcevic à agência de notícias France-Presse. “Ao esconder Mladic, estas pessoas causaram um dano considerável à Sérvia. Esconder fugitivos do tribunal de Haia constitui um crime grave”, acrescentou. Mladic será julgado por crimes de guerra e genocídio pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia.

Procurado – Na guerra da Bósnia, Mladic era o líder do Exército de Radovan Karadzic, preso em 2008, e estava sendo procurado pelo Tribunal de Haia, pelo tribunal de crimes de guerra da ONU e também pelo Tribunal Penal Internacional. Ele e Karadzic simbolizam a campanha sérvia de “limpeza étnica” de croatas e muçulmanos na região. Depois de viver livre por um tempo em Belgrado, desapareceu quando o ex-presidente ioguslavo Slobodan Milosevic foi preso, em 2001.

A guerra – Entre 1991 e 1995, grupos armados sérvios entraram em guerra contra separatistas eslovenos, croatas e bósnios. Em 1999, os sérvios iniciaram uma “limpeza étnica” na região dos Bálcãs, matando centenas de milhares de pessoas. Na Croácia e na Bósnia isso custou a vida de 250.000 pessoas. No Kosovo, 12.000 albaneses morreram e outros 800.000 foram expulsos do país.

(Com agência France-Presse)