Clique e assine a partir de 9,90/mês

Cruzeiro com 174 casos de coronavírus: Japão libera 11 passageiros

Em quarentena há 11 dias no porto de Yokohama, embarcação é a maior concentração de casos da doença fora da China

Por Da Redação - 14 fev 2020, 16h19

O primeiro grupo de passageiros não identificados com o novo coronavírus (COVID-19) deixou nesta sexta-feira, 14, o cruzeiro Diamond Princess, em quarentena há 11 dias na costa do Japão, país que concentra o maior número de casos da doença fora da China. Os 11 passageiros liberados permanecerão em isolamento em abrigos do governo até quarta-feira, 19.

Todas as pessoas que desembarcaram tinham mais de 80 anos de idade, confirmaram as autoridades japonesas. Elas foram recebidas por um ônibus dirigido por um motorista com traje de proteção, incluindo máscara e óculos.

As autoridades pediram aos passageiros restantes que permaneçam em suas cabines e que caminhem no convés por curtos períodos de tempo, protegidos com máscaras e luvas.

Dentre um total de 3.700 passageiros a bordo, mais de 200 pessoas apresentaram resultado positivo para o COVID-19 desde que o navio chegou ao porto de Yokohama, no Japão, e foi colocado em quarentena, em 3 de fevereiro.

Continua após a publicidade

Segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de quinta-feira 13, o mais recente a ser publicado, nenhum país além da China registrou tantos casos — o mais próximo é Singapura, com 50.

Confira abaixo a evolução dos casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus e os de mortes em todo o mundo.

O paciente 0

O primeiro passageiro a ser identificado com o COVID-19 é, ironicamente, o único dentre os pacientes confirmados que não está a bordo. Ele, que já está em condição estável, foi diagnosticado em 30 de janeiro em Hong Kong.

O paciente 0 do cruzeiro, um homem de 80 anos, esteve a bordo do Diamond Princess entre 20 de janeiro, quando a embarcação estava ancorada em Yokohama, no Japão, e 25 de janeiro, quando ele desembarcou em Hong Kong e nunca mais retornou ao cruzeiro.

Continua após a publicidade

Ele esteve na China continental por “algumas horas” e já apresentava tosse pelo menos oito dias antes de entrar no Diamond Princess.

(Com AFP)

Publicidade