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Coronavírus: EUA chegam a acordo por pacote de 2 trilhões de dólares

Plano de estímulos econômicos tenta frear as consequências da pandemia; para entrar em vigor, porém, precisa da aprovação da Câmara dos Deputados

Por Da Redação Atualizado em 25 mar 2020, 11h33 - Publicado em 25 mar 2020, 08h13

Nos Estados Unidos, congressistas republicanos e democratas anunciaram nesta quarta-feira, 25, um acordo preliminar para um pacote de estímulos econômicos que deve injetar 2 trilhões de dólares na economia na tentativa de diminuir as consequências do coronavírus.

“O Senado alcançou um acordo bipartidário sobre um pacote de ajuda histórico de 2 trilhões de dólares para enfrentar esta pandemia”, afirmou o senador republicano Mitch McConnell, sobre o conjunto de medidas que deverá entrar em vigor nos próximos dias.

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“Depois de negociações de várias horas, temos um acordo bipartidário sobre o maior pacote de resgate na história dos Estados Unidos”, disse o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.

Para ir para a sanção do presidente Donald Trump, o pacote precisa antes ter a aprovação da Câmara dos Deputados. Trump já sinalizou que irá promulgar as medidas. “Quanto mais tempo demorar, mais difícil será para a economia”, publicou no Twitter.

O anúncio deve ter um efeito imediato nos mercados. A Bolsa de Tóquio fechou em alta expressiva de 8% e as praças europeias também operavam em alta.

O pacote de estímulo inclui ajuda financeira direta aos americanos afetados pela crise, concede subsídios a pequenas empresas e centenas de bilhões de dólares em empréstimos para grandes empresas, incluindo as companhias aéreas, além de ampliar o seguro-desemprego.

Além disso, o pacote prevê o que Schumer chama de “Plano Marshall para hospitais”, em referência ao programa de assistência americano para reconstruir a Europa depois da Segunda Guerra Mundial.

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Desde o primeiro caso nos Estados Unidos em janeiro, a Covid-19 matou 796 pessoas e infectou mais de 55.000 no país, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins. Quase 40% da população americana está confinada em casa ou prestes a entrar em isolamento, com restrições que variam de um estado para outro.

Trump não concorda, no entanto, com um confinamento prolongado. “Temos que voltar ao trabalho muito antes do que as pessoas pensam”, declarou ao canal Fox News.

Para evitar contágios que poderiam provocar o colapso dos hospitais, 100 milhões de pessoas, quase um terço da população, receberam determinações para permanecer em suas casas, provocando a suspensão de aulas, o fechamento de milhares de estabelecimentos comerciais e a demissões de milhões de trabalhadores.

O plano, negociadoentre McConnell, Schumer, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e funcionários da Casa Branca, era criticado pelos democratas, que argumentavam que priorizava os interesses das corporações sobre os dos trabalhadores.

Diante dos excessos de alguns benefícios corporativos do plano de resgate durante a crise de 2008, os democratas desejavam uma supervisão maior dos empréstimos para as grandes empresas, além do pagamento de salários para os funcionários demitidos e mais recursos para os hospitais.

Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Representantes e líder democrata, declarou na terça-feira que “muitos dispositivos foram enormemente melhorados”.

Ela deu a entender que o plano poderia ser aprovado por unanimidade na Câmara, o que pouparia tempo ao eliminar o debate e não exigiria que os legisladores, atualmente em recesso, retornassem a Washington para votar em meio à crise de saúde.

Três congressistas foram diagnosticados com a Covid-19 e pelo menos 10 estão em quarentena, impedidos de votar.

(com AFP)

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