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Coreia do Norte diz que pode fabricar mísseis nucleares intercontinentais

O regime comandado por Kim Jong-un comunicou que já tem tecnologia para miniaturizar bombas nucleares e instalá-las em seus mísseis balísticos

Por Da Redação 20 Maio 2015, 09h06

A Coreia do Norte afirmou nesta quarta-feira a seus meios de comunicação estatais que tem capacidade para miniaturizar bombas nucleares, algo que se for confirmado, permitiria ao regime de Kim Jong-un instalar em seus mísseis intercontinentais este tipo de dispositivo, noticia a rede americana CNN. A Comissão Nacional de Defesa assegurou que defenderá o país com ogivas nucleares suficientemente pequenas como para ser escondidas em seus projéteis, segundo um comunicado divulgado pela agência de notícias norte-coreana KCNA.

“Os meios de ataque nuclear da RPDC (Coreia do Norte) já entraram faz tempo na etapa de produção de armas atômicas menores e mais diversificadas”, afirmou a Comissão no comunicado. Além disso, o órgão de Pyongyang destacou que seus mísseis de curto, médio e longo alcançaram “o mais alto nível de precisão e inteligência”. No comunicado emitido hoje, a Comissão Nacional de Defesa elogiou o primeiro e recente teste de lançamento de um míssil submarino da Coreia do Norte, que suscitou os alertas nos EUA e na Coreia do Sul ao colocar uma ameaça antes inédita do regime comunista.

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A Coreia do Norte realizou três testes de detonações nucleares desde 2006, mas até agora não demonstrou ser capaz de miniaturizar as bombas para colocá-la em projéteis e os especialistas mantêm opiniões diversas sobre a fase de desenvolvimento na qual se encontra. O regime dos Kim “fez constantes progressos tecnológicos para conseguir a meta de miniaturizar ogivas nucleares, mas não sabemos quanto demorará, pois não existem indícios conclusivos”, disse o diretor do Centro de Política Externa do Instituto Assam, Bong Young-shik. Se Pyongyang conseguir miniaturizar armas nucleares, elas poderiam representar uma ameaça para a Coreia do Sul e até para os Estados Unidos graças a seus mísseis de longo alcance, por isso que “Washington se prepara levando em conta o pior cenário possível”, apontou.

Em parte, é por este motivo que os EUA pressionam a Coreia do Sul para que adquira seu escudo antimísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), um custoso e complexo dispositivo de última geração capaz de interceptar mísseis a grande altitude, segundo o especialista. A Coreia do Sul assegurou no começo do ano em seu relatório anual de Defesa que o Norte adquiriu um nível tecnológico “significativo” na miniaturização de ogivas nucleares. Se for confirmado que Pyongyang é capaz de fabricar e desdobrar mísseis nucleares, poderiam haver fortes mudanças na situação de segurança no nordeste da Ásia, e inclusive uma escalada armamentista na região.

(Da redação)

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