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Começa auditoria na Venezuela sem presença da oposição

Opositores consideram fajuta recontagem parcial dos votos anunciada por CNE

Por Da Redação 29 abr 2013, 10h23

A auditoria parcial dos votos das eleições presidenciais na Venezuela começou nesta segunda-feira sem a presença da oposição. Os opositores não quiseram assistir à instalação da mesa técnica convocada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) por considerar a auditoria “fajuta”.

No domingo, os membros da Mesa da Unidade Democrática (MUD) e do Comando Símon Bolívar, a coalizão opositora, reuniram-se a portas fechadas. “Não participaremos desse processo porque o CNE fará uma auditoria limitada. Nós sabemos que o software não falhou, que as atas dizem o que dizem os comprovantes. A irregularidade não é tecnológica, e sim humana, mas o CNE não quer que isso seja conhecido, e por isso não mostra os cadernos de votação”, disse um dos integrantes da oposição, segundo o jornal El Nacional.

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Na noite de sábado, Tibisay Lucena, presidente do CNE, explicou que o processo de auditoria ampliada começa com a seleção de uma amostragem aleatória de 12.000 das 16.000 urnas, que constituem 46% do total de votos. A auditoria ocorrerá em três etapas de dez dias, de 6 de maio a 4 de junho. A presidente da entidade enfatizou que este procedimento “em caso algum se trata de uma nova apuração e, por isso, não afeta os resultados eleitorais emitidos em em 14 de abril”.

Oposição – Para o deputado da MUD Ismael García, o anúncio da auditoria parcial foi uma “palhaçada”. Ele acusou o Poder Eleitoral venezuelano de se comportar como um ministério que recebe ordens de Jorge Rodríguez, chefe do comando de campanha de Hugo Chávez. “A resposta do CNE foi uma palhaçada. Não é só Henrique Capriles que disse isso, somos milhões de venezuelanos que não vamos aceitar”, disse o deputado.

Capriles afirmou, por meio de seu perfil no Twitter, que Tibisay obedece às ordens do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), apontado como vencedor nas eleições com o candidato Nicolás Maduro. “Impossível é que a senhora Tibisay faça algo contrário ao que lhe disse o PSUV. O país conheceria a verdade”, disse.

Equador – Em entrevista ao canal CNN, o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou que o líder opositor venezuelano Henrique Capriles é um golpista por ter apoiado a destituição do falecido presidente Hugo Chávez em 2002. Ao ser questionado se Capriles é um golpista, Correa afirmou: “Certamente, toda a direita venezuelana. Olhe o papel de Capriles no golpe de 2002, no golpe de estado contra Chávez, apoiou o golpe de 2002”.

“Há golpismo permanente na região”, completou Correa, para quem as eleições venezuelanas de 14 de abril foram “transparentes e democráticas”.

Para o presidente equatoriano, conhecido como mais um apóstolo chavista da região com campanha eleitoral sustentada pelo caudilho, não há motivos para duvidar da vitória de Nicolás Maduro e do veredicto do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano. “Como membro da Unasul não permitiremos que se desestabilize a Venezuela”, afirmou.

(Com agência France-Presse)

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