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Chávez e Ahmadinejad fortalecem aliança e compartilham críticas aos EUA

Por Da Redação
23 jun 2012, 00h55

Caracas, 22 jun (EFE).- Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, se reuniram nesta sexta-feira em Caracas para fortalecer a ‘aliança estratégica’ entre seus países e aproveitaram para compartilhar suas críticas contra os Estados Unidos, acusados de exportarem ‘democracia com fuzil’.

Chávez e Ahmadinejad analisaram os programas de cooperação, especialmente o de construção de casas no país caribenho, rejeitaram as ‘ameaças’ contra as revoluções que lideram e defenderam a democracia após a destituição do presidente paraguaio, Fernando Lugo.

O governante venezuelano comemorou a visita de seu colega iraniano, a quem qualificou de ‘irmão’, ‘aliado’ e ‘verdadeiro líder’ dos povos que lutam ‘contra as forças imperiais que pretendem seguir impondo seus desígnios perversos’.

‘Sabemos das ameaças que seguem apontando contra a soberania, a independência do povo do Irã e seu Governo. Sabemos o heroico esforço que fizeram, mas, além disso, as dificuldades impostas, os obstáculos impostos pelo imperialismo’, disse Chávez, que recebeu Ahmadinejad com honras militares e um abraço.

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O venezuelano mencionou os ‘bloqueios, as ameaças e as sanções unilaterais que pretendem impor’ à revolução islâmica do Irã e assegurou que contam ‘com todo o apoio do povo venezuelano’, do Governo e da revolução bolivariana.

Ahmadinejad ressaltou a oportunidade de encontrar-se com seu ‘querido irmão’ Chávez, a quem definiu como um ‘revolucionário que está resistindo ao grande imperialismo, defendendo os direitos de seu povo e os de todos os povos independentes do mundo’.

‘É um motivo de orgulho para nós esta amizade que temos com o povo venezuelano’, acrescentou o governante iraniano, antes de advertir que o ‘imperialismo mobilizou todo seu poder para pressionar os povos independentes’.

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Chávez aproveitou a ocasião para confirmar que o presidente da Bielorússia, Aleksandr Lukashenko, o visitará na próxima segunda-feira e comentou que ele, Lukashenko e Ahmadinejad são tidos como ‘ditadores’, apesar de terem sido eleitos em pleitos democráticos.

‘Todos nós somos ditadores, o ditador Ahmadinejad, o ditador Lukashenko e o ditador Chávez, mas acontece que fomos eleitos e reeleitos com altíssimas porcentagens’, afirmou.

Ahmadinejad indicou que Lukashenko ‘também é um homem revolucionário’ e assinalou que, para o império, ‘a democracia é o que eles definem, não o que o povo quer’.

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‘Sob o nome da liberdade, levaram ao poder todos os ditadores’, acrescentou o presidente iraniano, antes de acusar os EUA de exportarem ‘democracia ao Iraque’, matando um milhão de pessoas, deixando quatro milhões de refugiados e destruindo sua infraestrutura.

‘Esta é a democracia com fuzil’, sentenciou.

O governante iraniano chegou a Caracas após os Estados Unidos confiarem que a Venezuela o pressionaria com relação a seu programa nuclear e advertirem Caracas sobre a possibilidade de violar sanções impostas ao Irã com seu novo programa de aviões não tripulados.

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Ao aludir aos aviões não tripulados, Chávez assegurou que ‘há um escândalo por isso’ e esclareceu ‘não têm armas nem nada’.

‘Isso é para aumentar nossa capacidade de vigilância sobre nosso território’, assegurou Chávez, que também agradeceu a China pelo lançamento, em breve, do segundo satélite do país.

O líder bolivariano destacou que o ‘desenvolvimento integral da Venezuela’ só poderá ser alcançado graças à revolução, ‘assim como foi alcançado pelo China’ e como ‘foi alcançado pelo Irã, graças à revolução islâmica’.

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Ao analisar os programas bilaterais, Chávez destacou que no ano passado foi quebrado um ‘recorde histórico’ com a construção de 146.718 casas com o apoio iraniano e que em 2012 o número já chega a 70.600.

‘Para este ano, temos a meta de construir 200 mil casas’, ressaltou o chefe de Estado venezuelano.

Por fim, Chávez anunciou que seu objetivo é levantar três milhões de unidades habitacionais nos próximos seis anos, ou seja, no período 2013-2019, para o qual ele buscará sua terceira reeleição no pleito de outubro. EFE

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