Novo ataque dos EUA contra embarcação no Caribe deixa três mortos
Ação é a 43ª desde setembro de 2025; ofensiva naval já deixou ao menos 141 mortos na região
O Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM, na sigla em inglês) confirmou nesta segunda-feira, 23, um novo ataque militar contra uma embarcação no Mar do Caribe, dentro da campanha de combate ao narcotráfico iniciada por Washington em setembro de 2025. Segundo os militares, três homens morreram na sexta-feira, em uma ação que, de acordo com o governo americano, tinha como alvo um barco ligado ao tráfico internacional de drogas.
Em comunicado publicado nas redes sociais com vídeo da ação, o Comando Sul dos EUA informa que a operação foi conduzida como parte da Operação Lança do Sul, uma campanha que a administração do presidente Donald Trump afirma ter como objetivo reduzir o tráfico de narcóticos. A inteligência americana teria identificado a embarcação em rotas marítimas conhecidas pelo escoamento de drogas. Nenhum militar dos EUA ficou ferido.
O ataque ocorre após uma sequência de ofensivas registradas neste mês. Em 13 de fevereiro, forças americanas atingiram uma embarcação no Oceano Pacífico Oriental, deixando três mortos, segundo o SOUTHCOM. Três dias depois, em 16 de fevereiro, outras três embarcações foram alvo de ataques — duas no Pacífico Oriental e uma no Caribe — resultando em 11 mortos, em um dos dias mais letais da campanha até agora.
As operações fazem parte de uma política mais ampla de enfrentamento ao tráfico transnacional, que combina ações militares, cooperação internacional e medidas de segurança de fronteira.
Desde o ano passado, navios de guerra, aeronaves e grupos de desembarque foram deslocados para o Caribe e o Pacífico, numa mobilização que analistas descrevem como uma das maiores presenças militares americanas na região em décadas.
A escalada militar ganhou contornos ainda mais sensíveis em janeiro, quando forças especiais dos EUA capturaram, em Caracas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa. Ambos foram levados para Nova York, onde respondem a acusações de narcoterrorismo. A ação, realizada sem autorização prévia do Congresso americano, provocou forte reação internacional.
Até agora, cerca de 43 ataques foram realizados nas duas frentes marítimas, e pelo menos 141 pessoas já foram mortas em ataques a barcos suspeitos de tráfico de drogas.
Paralelamente, Washington tem reforçado a presença naval nas proximidades do Irã, ampliando o alcance de uma estratégia que combina o combate ao narcotráfico com uma clara demonstração de força.





