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Zelensky pede que Trump visite Kiev e diz que Ucrânia não cederá território à Rússia

Em discurso pelos quatro anos da invasão, presidente afirma que Putin não venceu a guerra e cobra pressão internacional contra Moscou

Por Ernesto Neves 24 fev 2026, 08h20 • Atualizado em 24 fev 2026, 08h59
  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou nesta terça-feira, 24, para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visite Kiev e veja “com os próprios olhos” os efeitos da guerra, ao marcar o quarto aniversário da invasão russa em larga escala iniciada por Vladimir Putin em 24 de fevereiro de 2022.

    Em pronunciamento de 18 minutos, divulgado junto a imagens inéditas do bunker presidencial na rua Bankova — onde ele e seus assessores se refugiaram nas primeiras horas do ataque russo— Zelensky afirmou que Moscou fracassou em seus objetivos centrais.

    “Ele não venceu esta guerra. Preservamos a Ucrânia e faremos tudo para alcançar a paz. E garantir justiça”, disse, referindo-se a Putin.

    O presidente ucraniano também declarou que o país não trairá sua população em eventuais negociações com o Kremlin. “Queremos uma paz forte, digna e duradoura”, afirmou. “Não podemos anular todos esses anos de luta, coragem e dignidade.”

    Recado a Trump

    Zelensky aproveitou o discurso para reforçar o convite a Trump, que ainda não visitou a Ucrânia desde que voltou à Casa Branca. Segundo ele, uma viagem poderia deixar claro “quem é o agressor e quem deve ser pressionado”.

    “Só vindo à Ucrânia, vendo nossa vida e nossa luta, sentindo nosso povo e a dimensão dessa dor, é possível entender do que realmente se trata esta guerra”, disse.

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    Nos últimos meses, Trump tem adotado um tom ambíguo em relação ao conflito e, segundo relatos da imprensa americana e europeia, sinalizou disposição para pressionar Kiev a aceitar concessões territoriais no leste do país. Especialmente na região do Donbass, parcialmente ocupada por forças russas desde 2014 e ampliada após 2022.

    Zelensky rejeitou publicamente qualquer cessão de territórios que não estejam sob controle total de Moscou. Em negociações mediadas pelos EUA, a Ucrânia insiste em garantias de segurança de longo prazo antes de qualquer acordo.

    Durante encontro no Salão Oval no ano passado, o vice-presidente americano, JD Vance, acusou o governo ucraniano de promover “visitas de propaganda” a líderes estrangeiros, crítica negada por Kiev.

    Guerra de desgaste

    No discurso, Zelensky afirmou que, incapaz de derrotar a Ucrânia no campo de batalha, Putin intensificou ataques contra infraestrutura civil.

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    “Ele está lutando contra prédios residenciais e usinas de energia”, disse. Nas últimas semanas, bombardeios com mísseis balísticos e drones atingiram o sistema elétrico ucraniano, deixando milhões de pessoas sem luz durante um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos.

    Dados das Nações Unidas indicam que milhares de civis morreram desde o início da invasão, além de dezenas de milhares de militares de ambos os lados. O conflito provocou ainda a maior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

    Apoio europeu

    Zelensky recebeu em Kiev, nesta terça, líderes europeus, entre eles a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e chanceleres e primeiros-ministros de países nórdicos e bálticos.

    O grupo deve visitar instalações energéticas atingidas por ataques russos e discutir novas medidas de apoio militar e financeiro.

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    Desde 2022, a União Europeia concedeu à Ucrânia o status de país candidato ao bloco e aprovou sucessivos pacotes de sanções contra Moscou.

    Paralelamente, os EUA permanecem como principais fornecedores individuais de ajuda militar a Kiev, embora o apoio venha enfrentando resistência crescente no Congresso americano.

    Memória e simbolismo

    O vídeo divulgado por Zelensky mostra também a deposição de flores na Praça Maidan, em homenagem aos militares mortos desde o início da guerra.

    O presidente relembrou ainda um dos episódios mais marcantes dos primeiros dias da invasão, quando, diante da oferta americana para deixar o país, respondeu: “Preciso de munição, não de carona.”

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