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Pressionado pelos EUA, Irã está perto de acordo de mísseis antinavio com a China, diz agência

Compra de armamentos vem à tona em meio à intensa mobilização militar promovida por Washington no Golfo Pérsico

Por Flávio Monteiro 24 fev 2026, 10h30 • Atualizado em 24 fev 2026, 10h49
  • O Irã está próximo de fechar um acordo com a China para a compra de mísseis de cruzeiro antinavio. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters nesta terça-feira, 24, após depoimentos de seis pessoas com conhecimento sobre as tratativas. Com alcance de 290 quilômetros, os armamentos teriam a capacidade de evadir defesas navais, fortalecendo o arsenal iraniano em meio à tensão militar com os Estados Unidos.

    De acordo com três autoridades de segurança e três funcionários do governo iraniano, as negociações para a aquisição de mísseis CM-302 estão quase concluídas — embora nenhuma data de entrega tenha sido acertada até agora. O equipamento é comercializado pela estatal China Aerospace Science and Industry Corporation (Casic) como o melhor míssil antinavio do mundo, com capacidade de afundar um porta-aviões e podendo ser instalado em embarcações, aeronaves e veículos terrestres.

    As negociações entre os países foram iniciadas há pelo menos dois anos, mas aceleraram intensamente após a breve guerra de 12 dias contra Israel em junho. Desde então, as conversas avançaram para a fase final, com autoridades iranianas viajando para a China. “O Irã possui acordos militares e de segurança com seus aliados, e agora é o momento apropriado para fazer uso desses acordos”, declarou um funcionário do Ministério das Relações Exteriores do país à Reuters.

    Não se sabe quantos mísseis estão envolvidos no acordo entre Teerã e Pequim nem os valores a serem desembolsados pelo governo iraniano. Também há outras negociações militares em andamento entre os países, com o Irã se movimentando para adquirir os sistemas de mísseis terra-ar chineses, conhecidos como Manpads, e armas antissatélite.

    O acordo vem à tona em meio à intensa mobilização militar promovida pelos Estados Unidos no Golfo Pérsico. Washington conta com o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupamento de ataque na região, enquanto um segundo porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, está se deslocando para a área junto de seus navios de escolta. No total, as duas embarcações podem transportar mais de 5 mil militares e 150 aeronaves.

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    A movimentação é resultado da falta de acerto entre EUA e Irã sobre o programa nuclear do país islâmico. Na última quinta-feira, 19, o presidente americano Donald Trump chegou a dar um prazo de 10 dias para que Teerã chegasse a uma definição sobre o tema, sob pena de enfrentar uma operação militar.

    Pequim e Teerã têm um longo histórico no que diz respeito ao comércio de armas. Os chineses foram um dos principais fornecedores para o regime iraniano ao longo da década de 80, mas se viram forçados a diminuir as transferências bélicas nos anos 90 devido à pressão internacional. Caso seja bem-sucedida, a atual negociação seria responsável por transferir os equipamentos mais avançados já entregues pela China ao Irã.

    Em setembro, o presidente chinês Xi Jinping reforçou o apoio de Pequim a seu homólogo em Teerã, Masoud Pezeshkian, afirmando que a China estará ao lado do Irã “na salvaguarda da soberania, integridade territorial e dignidade nacional”. Os dois países, juntamente com a Rússia, realizam exercícios navais anuais em conjunto, e informações do Departamento do Tesouro dos EUA apontam que diversas entidades chinesas fornecem insumos para o programa de mísseis balísticos da Guarda Revolucionária iraniana.

    O possível acerto também representa um desafio aberto ao embargo imposto pelas Nações Unidas ao Irã, que proíbe o comércio de armas. As sanções chegaram a ser suspensas em 2015, como parte de um acordo nuclear com os países ocidentais, mas foram reimpostas no ano passado, após Teerã ser acusada de não cumprir com os termos estabelecidos. Na ocasião, Moscou e Pequim se juntaram ao governo iraniano em uma carta que definia a decisão como falha.

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