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Catalunha elege hoje novo Parlamento

Votação é uma batalha entre os independentistas e os que desejam permanecer no território espanhol

Por Da redação 21 dez 2017, 09h25

A população da Catalunha vai às urnas nesta quinta (21) para eleger o novo Parlamento. A eleição regional está sendo observada de perto pelo governo da Espanha, após um controverso referendo de independência.

A votação é uma batalha entre os independentistas e aqueles que desejam permanecer como uma comunidade semiautônoma dentro do território espanhol. Ao que tudo indica, os resultados devem ser bastante apertados.

As estações de voto abriram às 9h do horário local desta quinta (6h em Brasília) e fecharão às 20h (17h). Os resultados preliminares devem sair logo depois.

As eleições servirão para avaliar o vigor do separatismo catalão, que mergulhou a Espanha na pior crise política de sua democracia moderna, com a proclamação frustrada da secessão em 27 de outubro. Em reposta à declaração de independência, o governo central suspendeu a autonomia e destituiu o executivo regional, convocando novas eleições.

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    Lideranças

    O principal líder separatista atualmente é o ex-vice-presidente do governo catalão deposto, Oriol Junqueras, que está preso desde o início de novembro. Ele é presidente do partido ERC (siglas em catalão para Esquerda Republicana da Catalunha), favorito para vencer as eleições de quinta.

    O partido unionista Cidadãos, que reivindica o fim do projeto independentista, também tem grandes chances de sair vitorioso. Porém, segundo as últimas pesquisas, nenhum dos dois deve obter a maioria absoluta, o que abre a porta para coalizões transversais e inclusive a repetição das eleições.

    Além do Cidadãos, o PSC (Partido Socialista da Catalunha) também concorre contra a onda de independência. No campo separatista, ainda estão o Unidos pela Catalunha, partido do ex-presidente do governo regional Carles Puigdemont, e o CUP (Candidatura da Unidade Popular).

    O ERC viu o partido de Puigdemont reduzir distâncias nas últimas pesquisas. Na segunda-feira, Junqueras deu uma alfinetada no seu antigo aliado, criticando a sua decisão de se refugiar em Bruxelas. “Estou aqui porque não me escondo nunca do que faço e porque sou coerente com meus atos, com minhas decisões, com meus pensamentos, com meus sentimentos e com minha vontade”, disse na prisão de Estremera, perto de Madri, em entrevista à rádio catalã Rac 1.

    Puigdemont está na Bélgica desde o final de outubro, onde aguarda o processamento de sua extradição para a Espanha pelas autoridades locais. O ex-presidente e Junqueras, assim como vários outros líderes separatistas, foram acusados de rebelião, sedição e malversação pelo governo central espanhol. Ainda assim, participaram ativamente da campanha para as eleições desta quinta.

    (Com AFP)

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