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Candidatos foram espionados

Por Guilherme Amorozo
21 mar 2008, 16h12

O Departamento de Estado dos Estados Unidos revelou nesta sexta-feira que registros confidenciais dos passaportes dos três candidatos à Presidência do país foram violados nos últimos meses. De acordo com o porta-voz do órgão, Sean McCormack, tanto o republicano John McCain quanto os democratas Barack Obama e Hillary Clinton tiveram seus arquivos espionados por funcionários do próprio departamento. Os incidentes ocorreram em ocasiões diferentes, e dois dos três funcionários flagrados espionando foram demitidos.

Além de conter os registros de todas as viagens ao exterior feitos pelos cidadãos, os passaportes americanos também incluem o número de Seguridade Social de cada um deles – a versão americana do nosso CPF. Este número pode ser usado para se descobrir informações pessoais sobre um indivíduo, como, por exemplo, se ele tem dívidas na praça. Por conta disso, ao saber do vazamento dos dados, o comitê de campanha de Obama declarou temer que as informações sejam usadas para prejudicar os candidatos politicamente.

A secretária de Estado, Condoleezza Rice, afirmou nesta sexta-feira ter pedido desculpas a Obama, cujo arquivo teria sido consultado três vezes sem justificativa desde janeiro. “Disse a ele que lamentava o acontecido. Também lhe disse que teria ficado furiosa se alguém tivesse feito o mesmo comigo”, declarou. O Departamento afirma já ter iniciado investigações sobre o caso.

Hillary e McCain – Na manhã desta sexta-feira, colaboradores da senadora Hillary Clinton informaram que ela foi advertida pela secretária de Estado de que o registro de seu passaporte também foi examinado ilegalmente em 2007. O mesmo vale para os assessores de John McCain. ‘Um dos funcionários que acessou os arquivos do passaporte de Obama também acessou os de McCain”, declarou Sean McCormack.

Ao que tudo indica, segundo o Departamento de Estado, não parece ter havido motivações políticas por trás dos incidentes. De qualquer forma, o ocorrido não deixa de ser um embaraço para o governo de George W. Bush. Conforme reporta a agência Reuters, o caso faz lembrar um outro de 1992, quando George Bush pai era presidente. Na ocasião, funcionários do departamento de Estado pesquisaram registros de passaporte e cidadania do ex-presidente Bill Clinton, quando ele era o candidato democrata à Presidência do país.

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