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Bolsonaro pede que Argentina reflita sobre candidato de Cristina Kirchner

Em entrevista ao jornal 'Clarín', presidente disse que a postura adotada por Alberto Fernández é um sinal 'de que teríamos um atrito' no caso de sua eleição

Por Da Redação
14 jul 2019, 13h49

Às vésperas de uma nova viagem para a Argentina, o presidente Jair Bolsonaro afirmou em entrevista ao jornal argentino Clarín que espera que o país vizinho “reflita muito” sobre a visita do candidato apoiado por Cristina Kirchner, Alberto Fernández, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba.

“O candidato de Cristina Kirchner não conhece a realidade brasileira. Aqui confiamos em nossas instituições. Lula foi condenado em três instâncias. Espero que a Argentina reflita muito sobre essa visita de seu candidato a Lula”, declarou o presidente ao jornal.

Alberto Fernández visitou Lula na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, no começo de julho. Em sua passagem pelo Brasil, ele disse que o recém-anunciado acordo de integração entre Mercosul e União Europeia (UE) pode ser revisto caso seja eleito. Também criticou a prisão do líder petista, afirmando que se trata de uma “mácula ao Estado de Direito”.

Bolsonaro deu entrevista ao Clarín no Palácio do Planalto. O presidente vai à Argentina na quarta-feira, 17, para participar de uma reunião do Mercosul.

Ao jornal argentino, o líder brasileiro voltou a reforçar seu apoio à reeleição do atual mandatário Mauricio Macri. O primeiro turno das eleições está marcado para 27 de outubro.

“O candidato de Cristina Kirchner disse que revisaria (o acordo)Mercosul-União Europeia . Isso vai trazer problemas econômicos para Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai”, afirmou.

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“Eu não quero que a Argentina siga a linha da Venezuela. Por isso que apoio a reeleição de Macri. Na verdade, apoio apenas que Cristina Kirchner não volte ao poder” completou, garantindo que não irá interferir na eleição do país vizinho.

Bolsonaro disse ainda que a postura adotada até agora por Alberto Fernández , é um sinal “de que teríamos um atrito com Argentina que não queremos ter”. Segundo o presidente, as declarações do candidato de Cristina Kirchner sobre o acordo Mercosul-União Europeia e sua visita à Curitiba são sinais de que podem haver conflitos.

Perguntado sobre as consequências de uma piora nas relações com a Argentina no caso da derrota de Macri, Bolsonaro adotou outra postura e declarou que “a única rivalidade que Brasil tem com Argentina é no futebol. Somos irmãos”.

Fernández é pré-candidato do Partido Justicialista (PJ) e encabeça a chapa que tem Cristina como vice. A ex-presidente, que governou a Argentina entre 2007 e 2015, tornou-se senadora e responde a processos de corrupção.

Embaixada dos EUA

Outro tema levantado foi a possível indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para embaixador do Brasil em Washington. Bolsonaro disse que no momento a nomeação está “posta como uma possibilidade”.

“Imagine que Macri tivesse um filho embaixador aqui no Brasil. Com todo o respeito à nossa chancelaria e aos diplomatas do mundo inteiro, mas com toda certeza de que minha relação com o filho de Macri será diferente do que com outro embaixador profissional”, disse.

Ministro da Justiça

Jair Bolsonaro foi questionado pelo Clarín se o processo de condenação do ex-presidente Lula foi realmente justo, após a revelação de diálogos comprometedores entre o ex-juiz e agora ministro da Justiça Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato.

O líder brasileiro disse que o trabalho de Moro, pelo que ele acompanhou, “foi imparcial”. “Não somente ele fez justiça. A segunda e terceira instância nos casos seguintes seguiram a mesma linha”, disse.

“Então, na Argentina, em minha opinião, os juízes farão o mesmo e espero que façam o mesmo em relação à Cristina Kirchner, condenando ou absolvendo, mas que se faça justiça”, completou.

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