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Bolsonaro celebra independência dos EUA na embaixada americana

Presidente não fez igual deferência à Argentina ou a outros parceiros do Brasil; chefes de Estado costumam esquivar-se de convites

Por Denise Chrispim Marin - 3 jul 2019, 19h30

Em uma deferência inédita, o presidente Jair Bolsonaro participará na noite desta quarta-feira, 3, do coquetel de comemoração do 243º aniversário da independência dos Estados Unidos a convite da embaixada do país em Brasília. O evento se dá na véspera da data nacional americana.

Bolsonaro será recebido pelo encarregado de negócios da embaixada americana, Willian Popp, uma vez que o posto de embaixador está vago há meses.

A aceitação do convite é algo novo. Presidentes da República esquivam-se de participar de celebrações de datas nacionais, em especial, para não discriminarem alguns parceiros e prestigiarem outros. Bolsonaro não compareceu à comemoração do 25 de maio na embaixada da Argentina nem tampouco à de 10 de junho na representação de Portugal. Dificilmente estará presente, em 1º de outubro, aos festejos da data nacional da China na embaixada chinesa.

Seu gesto, entretanto, traz um inequívoco sinal em favor do aprofundamento das relações do Brasil, em seu governo, com os Estados Unidos. Bolsonaro visitou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington em março passado. Além das adulações de lado a lado, o brasileiro deixou o país com um acordo de salvaguardas, que permitirá o uso comercial da Base de Lançamento de Alcântara (MA).

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Também extraiu o apoio dos Estados Unidos ao ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para este último tópico, o governo Trump exigiu como contrapartida que o Brasil declinasse de seu status de nação em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ambos se reuniram novamente em Osaka, no Japão, em paralelo à reunião de cúpula do G20, o grupo das maiores economias do mundo. Até o momento, porém, Donald Trump não sinalizou com visita de reciprocidade a Bolsonaro, no Brasil. Tampouco indicou quem será seu embaixador em Brasília.

 

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