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Bolsonaro celebra independência dos EUA na embaixada americana

Presidente não fez igual deferência à Argentina ou a outros parceiros do Brasil; chefes de Estado costumam esquivar-se de convites

Em uma deferência inédita, o presidente Jair Bolsonaro participará na noite desta quarta-feira, 3, do coquetel de comemoração do 243º aniversário da independência dos Estados Unidos a convite da embaixada do país em Brasília. O evento se dá na véspera da data nacional americana.

Bolsonaro será recebido pelo encarregado de negócios da embaixada americana, Willian Popp, uma vez que o posto de embaixador está vago há meses.

A aceitação do convite é algo novo. Presidentes da República esquivam-se de participar de celebrações de datas nacionais, em especial, para não discriminarem alguns parceiros e prestigiarem outros. Bolsonaro não compareceu à comemoração do 25 de maio na embaixada da Argentina nem tampouco à de 10 de junho na representação de Portugal. Dificilmente estará presente, em 1º de outubro, aos festejos da data nacional da China na embaixada chinesa.

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Seu gesto, entretanto, traz um inequívoco sinal em favor do aprofundamento das relações do Brasil, em seu governo, com os Estados Unidos. Bolsonaro visitou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington em março passado. Além das adulações de lado a lado, o brasileiro deixou o país com um acordo de salvaguardas, que permitirá o uso comercial da Base de Lançamento de Alcântara (MA).

Também extraiu o apoio dos Estados Unidos ao ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para este último tópico, o governo Trump exigiu como contrapartida que o Brasil declinasse de seu status de nação em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ambos se reuniram novamente em Osaka, no Japão, em paralelo à reunião de cúpula do G20, o grupo das maiores economias do mundo. Até o momento, porém, Donald Trump não sinalizou com visita de reciprocidade a Bolsonaro, no Brasil. Tampouco indicou quem será seu embaixador em Brasília.

 

Comentários

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  1. Sebastião Fidêncio

    Não existe tendência, o que existe é alinhamento ideológico, os outros não vão porque não concordam com a política de Donald Trump. E tá certo, tem que está do lado de pessoas que defende seu povo, a democracia, não interessa, diga com quem tu andas, que diremos quem tu és. Ou deveria Bolsonaro está de braços dados com Maduro, Moralles e outros ícones de esquerda que pensa apenas em si próprio, tampouco no bem está do seu povo. A Veja está de fato a serviço de boicotar o governo de Jair Bolsonaro, e a imagem de Sérgio Moro, é nítido isso. Qual o problema? Bolsonaro cortou as verbas públicas?

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  2. Sebastião Fidêncio

    Turista dos EUA no Brasil, é lucro para nossas empresas, afinal de contas, os gringos vem pra cá gastar, ao passo que os Brasileiros vão para os EUA competir uma vaga de emprego os americanos, então não me venha com negócio de que o acordo unilateral foi ruim, mais tarde vem a recompensa.

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  3. Roberto Andrade

    Uma vergonha que chega às raias da subserviência. Não se encontra em nenhum país do mundo chefes de estado que compareçam à embaixada de um país estrangeiro para comemorar sua data magna. Um chefe de estado representa toda uma nação. Como brasileiro não dei licença para o representante máximo do meu país representar esse papel subalterno e viralatista. Alguém já imaginou o Trump indo à embaixada do Brasil em Washington comemorar o 7 de setembro? Esperem sentados porque isso NUNCA vai acontecer.

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