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Biden fará pronunciamento televisionado sobre Afeganistão

Presidente dos EUA estava de folga em Camp David durante o final de semana, mas retornará à Casa Branca para a coletiva na tarde desta segunda

Por Julia Braun 16 ago 2021, 13h16

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que fará um pronunciamento em rede nacional de televisão nesta segunda-feira, 16, para falar sobre a tomada do poder no Afeganistão pelo Talibã. O democrata havia tirado o final de semana de folga e passou o dia em Camp David, em Maryland, mas programou sua volta à Casa Branca após o grupo extremista assumir o controle de Cabul neste domingo 15.

Os talibãs tomaram a maior parte da capital Cabul e o Palácio Presidencial e o presidente Ashraf Ghani deixou o Afeganistão. Com isso, o grupo armado voltou ao poder depois de 20 anos de sua expulsão. A retirada das tropas americanas ordenada primeiro pelo ex-presidente Donald Trump e seguida por Biden é apontada como o principal motivo para a retomada de força dos extremistas.

Segundo o jornal The New York Times, o presidente americano deve realizar seu pronunciamento às 15h45 ho horário de Washington (16h45 em Brasília). Durante o final de semana, a Casa Branca publicou fotos de Biden realizando reuniões com seu gabinete e sendo atualizado sobre a situação no país.

  • A agenda de Biden ainda exibe uma programação de férias durante esta semana, incluindo uma viagem a Wilmington por vários dias. Apesar do democrata ter trabalhado no final de semana, sua ausência na Casa Branca foi criticada por alguns oponentes republicanos. “Por que Joe Biden está de férias?”, questionou o deputado republicado Jim Jordan em suas redes sociais.

    Já o deputado Tom Cotton acusou o presidente de “estar se escondendo”. “Ele deve se dirigir imediatamente à nação e responder pela situação catastrófica no Afeganistão”, escreveu.

    O ex-presidente Donald Trump chegou a pedir a renúncia de Biden no domingo. “O resultado no Afeganistão, incluindo a retirada, teria sido totalmente diferente se o governo Trump estivesse no comando”, disse o republicado em um comunicado divulgado na manhã desta segunda-feira.

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