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Ataques terroristas deixam 11 mortos na península do Sinai

Imprensa oficial do Egito diz que suicidas detonaram carros-bomba contra instalações e veículos do Exército. Dezessete pessoas ficaram feridas

Por Da Redação 11 set 2013, 09h33

Pelo menos onze pessoas morreram e dezessete ficaram feridas na manhã desta quarta-feira em um duplo atentado na cidade de Rafah, no Egito, próximo à fronteira com a Faixa de Gaza. Entre os mortos estão militares egípcios.

Veículos de comunicação oficiais do Egito disseram que um terrorista suicida jogou uma caminhonete repleta de explosivos contra um muro do complexo da inteligência militar em Rafah.

A explosão destruiu o muro e um edifício de dois andares do complexo, além de danificar imóveis e veículos estacionados nas proximidades.

Pouco depois, em uma área próxima, outro suicida bateu um carro-bomba contra um veículo blindado do Exército que estava parado em um posto de controle.

Após os atentados, o Exército elevou o nível de alerta no Sinai e fechou as principais estradas da península.

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A passagem entre Gaza e o Egito também foi fechada em ambos os lados da fronteira.

Instabilidade – No sábado, as autoridades egípcias lançaram uma grande operação militar contra esconderijos terroristas e radicais islâmicos no norte do Sinai, a região onde fica Rafah. Nos últimos meses, a área se transformou em foco de instabilidade e palco de ataques contra soldados e gasodutos.

A tensão aumentou desde o golpe contra o presidente Mohamed Mursi, em 3 de julho. E especialmente depois dos confrontos entre apoiadores da Irmandade Muçulmana e forças de segurança. No entanto, os problemas vêm desde o governo Mursi, que fracassou na segurança pública, um dos principais motivos da insatisfação popular que levou ao golpe.

A Península do Sinai, que era monitorada com mão de ferro durante a era Mubarak (1981-2011), transformou-se em uma prova desse fracasso, tornando-se um dos principais territórios de treinamentos de terroristas no mundo. Sob a batuta dos islamistas da Irmandade, que levou Mursi ao poder, os militares se viram coagidos a não reprimir demais os islamistas do deserto, que se consolidou também como base do Hamas, o grupo terrorista palestino.

Como parte desse aumento de tensão, até a capital, Cairo, está sendo envolvida em atentados. Na semana passada o ministro do Interior, Mohammed Ibrahim, um dos comandantes da repressão contra a Irmandade após o golpe, escapou da explosão de um carro-bomba que foi detonado próximo ao comboio de veículos onde ele estava. Uma pessoa morreu e 20 ficaram feridas.

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