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Ataque de grupo separatista no Paquistão deixa seis mortos

Movimento de insurreição separatista e violência de grupos islamitas provocaram centenas de mortes nos últimos anos, apesar de investimentos em segurança

Por Da Redação Atualizado em 29 jun 2020, 11h16 - Publicado em 29 jun 2020, 10h48

Ao menos seis pessoas morreram, incluindo um policial, quando quatro homens armados abriram fogo nesta segunda-feira, 29, na Bolsa de Karachi, a capital financeira do Paquistão. O ataque foi reivindicado por um grupo separatista da província vizinha do Baluchistão.

Os criminosos, incluindo ao menos dois que estavam vestidos ao estilo ocidental, chegaram de carro ao edifício, lançaram granadas e atiraram, informou Ghulam Nabi Memon, chefe de polícia de Karachi.

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“Às 10h00 (2h00 de Brasília), eles tentaram entrar no edifício, mas foram interceptados na cerca instalada diante do edifício”, disse Ahmed Chinoy, integrante do comitê de direção da Bolsa do Paquistão, que inclui as Bolsas de Karachi, Lahore e Islamabad. “Quatro seguranças e um civil morreram, além de um policial, em um ataque terrorista com granada e fuzil contra a Bolsa de Karachi”, anunciou a polícia em um comunicado.

A fundação Edhi, principal organização de emergência de Karachi, anunciou um balanço de sete mortos e sete feridos. “Atentado frustrado na Bolsa do Paquistão” (PSX), escreveu o analista Mohammed Sohail en Twitter. “As transações acontecem sem problemas e continuam. O índice de referência PSX é um dos mais eficazes da Ásia até o momento. É a resiliência do Paquistão”, afirmou.

O Exército de Libertação do Baluchistão (BLA) reivindicou no Twitter o ataque cometido por membros de sua Brigada Majeed, uma unidade de combatentes que afirmou ter assumido o controle da área durante algum tempo. O BLA publicou uma fotografia de quatro jovens vestidos com uniformes militares e com fuzis kalashnikov em um cenário de deserto e afirmou que eles eram os autores do “ataque suicida” contra a Bolsa.

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  • A província do Baluchistão, na fronteira com Afeganistão e Irã, é a maior e mais pobre do Paquistão, apesar dos hidrocarbonetos e minerais. Também é a mais instável do país. Nos últimos anos, o movimento de insurreição separatista e a violência de grupos islamitas provocaram centenas de mortes.

    O BLA já executou outros atentados contra símbolos do que considera o espólio de seus recursos por parte do governo do Paquistão. Nos últimos anos, o grupo atacou interesses da China, que fez grandes investimentos no Paquistão no âmbito do Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC), que inclui o porto em águas profundas de Gwadar, no Baluchistão.

    O ataque contra a Bolsa de Karachi aconteceu 10 dias depois do lançamento de uma granada contra uma fila de espera em uma agência de ajuda social, um atentado que deixou um morto e oito feridos.

    Após uma década de violência no Paquistão, que registrava atentados praticamente diários, a violência diminuiu consideravelmente no país e ataques como o da Bolsa são agora excepcionais. A cidade portuária de Karachi registrou durante anos um elevado índice de criminalidade, mas recentemente era considerada mais segura devido a uma importante presença das forças de segurança.

    (Com AFP)

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