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Alemanha expulsa diplomatas russos por envolvimento em assassinato

Governo alemão suspeita que a Rússia ou a Chechênia encomendaram a morte de Zelimjan Khangoshvili, natural da Geórgia

Por Da Redação 4 dez 2019, 16h49

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha expulsou nesta quarta-feira, 4, dois funcionários da embaixada russa em Berlim suspeitos de envolvimento na morte de um cidadão georgiano em Berlim em agosto. O governo alemão suspeita que a ação tenha sido realizada a pedido da Chechênia ou da Rússia.

A medida foi tomada em resposta “ao fato de que as autoridades russas, apesar de diversas solicitações expressas e de alto nível, não contribuíram de maneira suficiente para o esclarecimento do assassinato no dia 23 de agosto no parque Tiergarten” da capital alemã.

Segundo a Justiça alemã, existem “suspeitas firmes” de que a vítima, também conhecida como Tornike K, foi assassinada por um cidadão russo identificado como Vadim K, ou Vadim S. O suposto autor do assassinato foi inicialmente identificado pela imprensa russa como Vadim Sokolov, mas, segundo o portal de investigação The Bellingcat, seu nome é Vladimir Krasikov.

O suspeito foi detido em 23 de agosto, pouco depois da morte do georgiano Zelimjan Khangoshvili, de 40 anos. Krasikov teria participado de um outro assassinato nas mesmas circunstâncias em 2013 em Moscou.

Khangoshvili, que havia lutado na guerra da Chechênia ao lado dos rebeldes e posteriormente passando a integrar as forças de segurança georgianas, foi morto a tiros após ter sido abordado por um carro enquanto andava de bicicleta em Berlim.

O governo da Rússia, por outro lado, declarou nesta quarta-feira que responderá à expulsão “inamistosa e infundada” dos dois diplomatas.

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“Consideramos as declarações da Alemanha sobre a expulsão de dois funcionários da embaixada da Rússia em Berlim infundadas e inamistosas” disse o Ministério das Relações Exteriores às agências russas.

Na opinião de Moscou, Berlim aplica um “enfoque politizado” à investigação sobre o assassinato de Khangoshvili e advertiu que terá que “empreender um conjunto de medidas em resposta”, sem especificar se também expulsará diplomatas alemães.

O Kremlin também nega qualquer vínculo com o assassinato e considerou “absolutamente infundadas” as acusações divulgadas pela imprensa alemã.

Não é a primeira vez que o governo russo é acusado de um assassinato fora de suas fronteiras. Em 2018, o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha, Yulia, foram encontrados inconscientes em um banco de uma praça em Salisbury, Inglaterra. As autoridades inglesas culparam Moscou pelo uso de uma substância chamada Novichok na tentativa de assassinar Skripal.

Além do ex-espião e sua filha — que sobreviveram —, mais dois britânicos foram envenenados, e uma mulher morreu em decorrência dos sintomas. Como resposta, na época, diversos países expulsaram dezenas de diplomatas russos de seus países. 

(Com EFE)

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