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Adepto do EI confessa ter planejado atentado contra EUA

Americano planejava ataque contra Congresso americano para matar o presidente Barack Obama e membros do Senado e da Câmara

Por Da redação Atualizado em 1 ago 2016, 20h47 - Publicado em 1 ago 2016, 20h40

Um americano se declarou nesta segunda-feira perante um tribunal de Cincinnati, no estado de Ohio, culpado de planejar um atentado contra o Congresso dos Estados Unidos em apoio ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informaram fontes judiciais. Christopher Lee Cornell admitiu sua culpa após ter se declarado previamente inocente das quatro acusações formuladas pela procuradoria, que pedirá uma pena de 30 anos de prisão.

Cornell, de 22 anos, pretendia atacar o Capitólio, sede do Congresso, durante o discurso sobre o Estado da União que o presidente Barack Obama fez em 20 de janeiro de 2015, segundo o Departamento de Justiça. A informação foi divulgada hoje em uma audiência no Tribunal de Distrito de Cincinnati.

Ele se declarou culpado de tentativa de assassinato de funcionários dos EUA, oferecimento de apoio material a uma organização terrorista e uma terceira acusação relacionada com posse de armas de fogo. A procuradoria retirou a quarta acusação, de requerimento para cometer um crime violento.

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A juíza do caso, Sandra Beckwitch, anunciou uma audiência para o próximo dia 31 de outubro, na qual deve ditar a sentença.

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O FBI deteve Cornell em 14 de janeiro de 2015 no estacionamento de uma loja de venda de armas perto de Cincinnati, onde, segundo as autoridades, o acusado tinha comprado dois fuzis de assalto M-15 e munição.

Segundo documentos judiciais, Cornell tinha expressado seu respaldo à jihad (guerra santa) de maneira violenta em uma conta do Twitter sob o pseudônimo “Raheel Mahrus Ubaydah”, um nome muçulmano com o qual se identificou durante um período. Ele também teria publicou declarações, vídeos e outros conteúdos de apoio ao EI.

No ano passado, o acusado ligou para a emissora de televisão WXIX-TV, em Cincinnati, de dentro da cadeia em Kentucky onde estava preso.

Perguntado por seus planos caso não tivesse sido detido, Conrnell respondeu: “Teria colocado (uma arma) na cabeça de Obama, teria apertado o gatilho. Então teria disparado mais balas contra membros do Senado e a Câmara dos Representantes”. “E teria atacado a Embaixada israelense e outros edifícios”, acrescentou o réu.

Cornell, que se identificou como muçulmano, afirmou que queria atacar o Congresso pela “contínua agressão americana contra nosso povo e pelo fato de que os EUA, especificamente o presidente Obama, querem travar uma guerra contra o EI”. O jovem assegurou que o apoio ao Estado Islâmico é amplo no país americano: “Estamos em Ohio. Estamos em cada estado. Estamos mais organizados do que o senhor pensa”, acrescentou na entrevista à emissora.

(Com EFE)

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