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Exame prova que britânica não contraiu malária durante Rio-2016

Britânica Charlie Webster alegava ter contraído malária em trajeto de bicicleta entre Recife e Rio, mas exame provou que ela sofreu infecção bacteriana

Por da redação Atualizado em 12 set 2016, 20h55 - Publicado em 9 set 2016, 10h32

Charlie Webster, a apresentadora de TV britânica e embaixadora da delegação do Reino Unido na Olimpíada do Rio de Janeiro, não contraiu malária durante os Jogos, conforme foi noticiado por diversos meios de comunicação da Inglaterra na época. Nesta sexta-feira, a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) divulgou um comunicado com o verdadeiro diagnóstico da jornalista: Charlie teve síndrome hemolítica urêmica (SHU) por bactéria.

Charlie Webster adoeceu depois de fazer um longo percurso de bicicleta de Recife até o Rio de Janeiro. Ela foi internada na sede dos Jogos Olímpicos em 6 de agosto em estado grave. Ela deixou o coma uma semana depois e seguiu tratamento na Inglaterra. Nesta sexta, Charlie anunciou em sua conta no Twitter que deixou o hospital e está se recuperando da enfermidade.  Ela ainda agradeceu os médicos brasileiros pela assistência.

No dia em que Charlie foi internada no Rio, sua assessoria de imprensa informou a vários jornais ingleses, como o Daily Mail, o The Sun e o The Telegraph, que ela havia contraído “uma forma rara de malária”. O SBMT informou nesta sexta que decidiu apurar a informação, pois seus especialistas garantiram que não há casos de malária registrados no trajeto realizado pela apresentadora.

O SBMT conseguiu, por meio de um e-mail da Ministério da Saúde, o diagnóstico da jornalista, que confirmou se tratar de síndrome hemolítica urêmica (SHU). O descarte da malária foi confirmado em exame de reação em cadeia da polimerase (PCR, na sigla em inglês) e revisão das lâminas de diagnóstico realizados pela Fiocruz/RJ, referência em diagnóstico para a malária na Região Extra-Amazônica.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o caso foi confirmado para SHUpor bactéria produtora da toxina Shiga, que pode ser contraída pelo consumo de produtos derivados de leite, carne crua ou mal passada, água e vegetais contaminados por fezes de gado.

Agradecimentos – Nesta sexta-feira, Charlie Webster atualizou seus seguidores no Twitter com boas notícias. Primeiro, disse ter saído do hospital e estar se recuperando. “Adivinhem só? Depois de cinco semanas, deixei o hospital, viva e finalmente me recuperando (até meus rins voltaram lentamente a funcionar”, escreveu.

Em seguida, Charlie agradeceu aos médicos brasileiros e ingleses por “literalmente terem salvado sua vida”.

 

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