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Abandonado e sem energia, o estádio do Maracanã é saqueado

Federação carioca denunciou os furtos e cobrou atitude do governo do Rio em relação à administração do principal estádio do país

Por da redação Atualizado em 10 jan 2017, 16h58 - Publicado em 10 jan 2017, 14h59

O Maracanã, um dos templos do esporte mundial, está jogado às traças. O estádio, reformado para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, está abandonado, sem energia elétrica e com o gramado em péssimas condições. Nesta terça-feira, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) revelou uma denúncia ainda mais alarmante: o Maracanã teria sido saqueado por criminosos que levaram diversos objetos, incluindo bustos de bronze históricos.

“A Federação de Futebol do Rio de Janeiro recebeu nesta manhã de terça-feira denúncias de furtos no Maracanã – extintores, mangueiras, televisores, bustos. A preocupação com o presente e o futuro do estádio só aumenta”, informa a Ferj em comunicado. A federação convidou os clubes cariocas para discutir o futuro do estádio e cobrou providências imediatas do governo do Estado.

“Depois de convidar os clubes para debater a utilização do templo do futebol no próximo dia 17, às 15h, a Ferj alerta o poder público para prover segurança ao estádio para evitar um saqueamento e sucateamento do maior palco mundial do futebol”, informou o presidente Ruben Lopes.

O estádio Jornalista Mário Filho, construído para a Copa do Mundo de 1950, recebeu um  investimento de 1,3 bilhão de reais do governo do Estado do Rio de Janeiro para ser modernizado para os megaeventos dos últimos anos. Depois da Rio-2016, porém, o estádio foi abandonado e sofre com problemas básicos de manutenção, enquanto aguarda a solução de um imbróglio judicial.

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Entenda a confusão

O Maracanã é administrado pela Consórcio Maracanã, liderado pela Odebrecht, que pediu a rescisão do contrato que permite explorar o local. No entanto, tanto a concessionária quanto o governo jogaram a responsabilidade pela abandono do estádio no Comitê Rio 2016, considerando que a entidade organizadora da Olimpíada se responsabilizou por entregar o estádio em boas condições, da mesma forma como recebeu, em março de 2016.

A concessionária exige que o comitê faça reparos em áreas prejudicadas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, como a cobertura, por exemplo. O comitê, por sua vez, tem dívidas milionárias com seus credores e o Estado se nega a ajudar. 

O impasse envolvendo a administração do Maracanã vem deixando o estádio sem jogos. O último evento foi o amistoso organizado por Zico, ídolo do futebol brasileiro que tantas vezes brilhou no gramado. A Ferj agora busca dialogar com os clubes e encontrar soluções para que o estádio volte a receber partidas dos clubes cariocas.

No ano passado, apenas os dois jogos da decisão do Campeonato Carioca foram disputados no estádio, que passava por obras para utilização no Rio-2016. Após a Olimpíada e a Paralimpíada, o Maracanã recebeu sete partidas oficiais, todas na reta final da temporada 2016, sendo quatro do Flamengo, duas do Fluminense e uma do Vasco.

 

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