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Robert Pattinson está em faroeste sobre empoderamento feminino

Em 'Damsel', dirigido por David e Nathan Zellner, ele vive um dândi que quer salvar sua amada

Já não há dúvidas de que Robert Pattinson não teme se arriscar. Nem sempre, porém, o resultado final compensa. É o caso de Damsel, dos irmãos David e Nathan Zellner, exibido na competição do 68º Festival de Berlim nesta sexta-feira. No papel, até que a ideia parecia interessante. Os Zellner quiseram fazer um western cômico – numa cena inicial, por exemplo, um pastor desiludido (Robert Forster) e um homem em busca de um novo começo (David Zellner) se encontram num ponto de carruagens no meio do deserto – com toques de empoderamento feminino. Na prática, porém, as coisas não saíram como esperado.

Pattinson desta vez é Samuel, um dândi arrogante num ano inespecífico do século XIX na expansão para o Oeste. Ele tem um plano em mente: resgatar sua amada Penelope (Mia Wasikowska), que foi raptada pelo malvado Anton, para imediatamente se casar com ela – o anel está no bolso, o pônei de presente está na rédea, e o vigário Henry (David Zellner) está na missão. Só que nada é exatamente o que parece.

O filme ousa fazendo uma troca de protagonista lá pelo meio da história, mas a verdade é que não funciona muito bem. A sensação é a de que a partir daí Damsel só repete o que já disse sobre as coisas que as mulheres ouvem dos homens, como “você me deu sinais de que estava interessada”, ou ações, como salvar a mocinha que, talvez, não precise nem queira ser salva. No fim, o que poderia ser uma aventura esperta com toques feministas vira apenas uma bobagem, apesar dos esforços de Pattinson e Wasikowska.