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Philip Roth, um gigante da literatura que não venceu o Nobel

Escritor foi reconhecido por muitos dos mais relevantes prêmio literários, como os prêmios Pulitzer e o National Book Award

Philip Roth, um dos grandes nomes da literatura americana do século XX, morreu na terça-feira, aos 85 anos, seis anos depois de ter anunciado a aposentadoria e sem ter vencido o Nobel.

O autor, que escreveu 31 romances ao longo da carreira, foi citado em muitas edições entre os nomes cotados para vencer o prêmio de literatura apresentado pela Academia Sueca, mas nunca chegou a receber tal homenagem. No entanto, o americano foi reconhecido por muitos dos mais relevantes prêmios literários nos EUA e Europa. Em 1998, Roth ganhou o prêmio Pulitzer de ficção por Pastoral Americana e já havia ficado entre os finalistas três vezes antes pelas obras Teatro de Sabbath (1995), Operação Shylock (1993) e O Escritor Fantasma (1979).

O primeiro prêmio recebido pelo escritor foi o National Book Award, em 1960, pelo seu romance de estreia, Adeus, Columbus. Roth ainda repetiu o feito em 1995, com O Teatro de Sabbath.

Em 2001, o escritor americano recebeu a Medalha de Ouro de Ficção, a maior homenagem oferecida pela Academia de Artes e Letras dos Estados Unidos. Já em 2011, recebeu a Medalha Nacional de Humanidades das mãos do então presidente Barack Obama, em Washington.

No mesmo ano, foi o vencedor do prêmio Man Booker International, concedido a cada dois anos a um autor pelo conjunto de sua obra escrita diretamente em inglês ou amplamente traduzida a esse idioma. E no ano seguinte, foi agraciado com o prêmio Príncipe de Astúrias das Letras, concedido pela fundação espanhola presidida pelo príncipe Felipe, filho do rei Juan Carlos I.

Em 2005, Roth ainda se tornou o único escritor vivo cuja obra foi publicada pela prestigiosa coleção Library of America, que reúne os principais clássicos da literatura americana.

Aposentadoria

Depois de mais de meio século de uma carreira que o tornou famoso em todo o mundo, em 2012 o autor anunciou que não tinha “mais nada para escrever” e que não tinha energia para administrar a frustração que acompanha a criação literária.

Uma decisão que voltou a explicar em agosto de 2017 ao jornal francês Libération: “Contar histórias, isto que foi tão precioso durante toda minha existência, já não é o centro da minha vida”, explicou. “É estranho. Nunca imaginei que algo assim poderia acontecer”.

Nêmesis, publicado em 2010, foi o último romance publicado pelo escritor, que vivia entre seu apartamento no Upper East Side de Nova York e uma casa em Connecticut.

(Com AFP)