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Prejuízo com ocupação da reitoria da USP passa de 1 milhão de reais

Manifestantes picharam paredes e destruíram móveis e equipamentos

Por Da Redação - 14 Nov 2013, 14h51

O reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas, afirmou nesta quinta-feira que o prejuízo causado pela ocupação da reitoria da instituição um grupo de estudantes durante 42 dias passa de 1 milhão de reais. Embora a auditoria patrimonial no prédio ainda não tenha sido concluída, Rodas disse que já foi possível constatar danos expressivos. No período em que os manifestantes permaneceram no edifício, equipamentos de informática e telefonia sumiram, paredes, persianas e pisos foram pichados e móveis, quebrados. Além disso, foram furtados processos e documentos.

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“É um escárnio aos milhões de universitários brasileiros que não têm acesso às universidades públicas, bem como aos 42 milhões de paulistas que mantém a USP, no último ano, a um custo de 4 bilhões de reais. Não temos ainda o valor exato, mas todos são unânimes ao afirmar que será muito mais do que 1 milhão de reais”, disse o reitor em entrevista à rádio USP.

Segundo a universidade, o rastro de destruição deixado pelos estudantes neste ano é pior do que o verificado em 2007 e em 2011, quando o edifício também foi tomado. A instituição disse que vai cobrar judicialmente o valor dos responsáveis pelos estragos.

Histórico – O prédio onde funciona a administração central foi invadido pelos estudantes no dia 1º de outubro, como forma de protesto por eleições diretas para o cargo de reitor. Hoje, os candidatos são escolhidos por meio de uma lista tríplice, cuja decisão final fica a cargo do governador do estado.

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Na última terça-feira, a Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) cercou o edifício para cumprir um mandado judicial de reintegração de posse. Os invasores deixaram o local sem oferecer resistência e não houve registro de confronto. No entanto, os estudantes João Victor Gonzaga, de 27 anos, e Inauê Taiguara de Almeida, de 23 anos, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), acabaram detidos pela polícia.

O delegado Celso Lahoz Garcia, responsável por investigar a ocupação da universidade, disse que os dois foram presos em flagrante e participaram da invasão (e destruição) da reitoria. Por isso, devem ser indiciados por furto, dano ao patrimônio público e formação de quadrilha.

O advogado dos estudantes, Felipe Vono, afirma que eles não integraram o grupo que vandalizou o prédio e que estavam apenas voltando de uma festa no campus quando foram presos. Gonzaga e Almeida foram soltos na tarde de quarta-feira por meio de habeas corpus judicial, que permite responder ao processo em liberdade.

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