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União da Ilha faz bonito com skatista voador e bateria afinada e colorida

Escola fez um voo baixo, mas tranquilo - deve conseguir o direito de ficar no Grupo Especial

Por Fernando Molica e Leandro Resende, do Rio de Janeiro 5 mar 2019, 03h00

A União da Ilha fez bonito no céu – com a performance do skatista aéreo Alexandru Duru – e na terra, graças, principalmente à sua bateria nesta segunda noite de desfiles do Grupo Especial no Carnaval do Rio de Janeiro.

Voar não é novidade no sambódromo. Em 2001, a Grande Rio trouxe um astronauta que usou um equipamento inventado pela Nasa (a agência espacial americana) – rocket belt, ou cinto-foguete – para fazer piruetas no desfile. Não tinha nada a ver com o enredo, mas foi divertido.

Desta vez, o voo entrou na conta de milagres do Padre Cícero – o Ceará de José de Alencar e Rachel de Queiroz era o tema da escola. Uma certa forçada, mas também funcionou. Em 2017, um voo de boneco caracterizado de Aladin ajudou a Mocidade a levar o título, dividido com a Portela.

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🇧🇷A União da Ilha decolou pela Marquês de Sapucaí. Literalmente: a comissão de frente homenageou Padre Cícero usando uma espécie de skate voador para transportar o engenheiro romeno Alexandru Duru pelo céu do Sambódromo. A tecnologia alçou Duru a 12 metros de altura na frente da escola e encantou o público. A agremiação cantou um encontro poético entre dois nomes fundamentais da literatura do Ceará, Rachel de Queiroz e José de Alencar. Vídeo: Leandro Resende/VEJA #VEJA #brazil #photograohy #carnival

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O equipamento, chamado de hoverboard, alçou Duru a 12 metros de altura na frente da escola e encantou o público. A escola cantou um encontro poético entre dois nomes fundamentais da literatura do Ceará, Rachel de Queiroz e José de Alencar.

“Foi a melhor experiência da minha vida, me apresentar na frente de milhares de pessoas”, disse Duru. “Já tinha me apresentado em um desfile do Boi Caprichoso, em Parintins, essa é a segunda vez que venho ao Brasil. Esse equipamento é uma espécie de drone e é necessário tomar cuidado ao voar algo assim. Foi incrível”, afirmou, emocionado, logo após pousar na dispersão da União da Ilha.

  • No chão, valeu o colorido da bateria, aplaudida ao misturar samba com ritmos nordestinos. As fantasias estavam bonitas, ajudaram a contar um enredo que, no fundo, era sobre o Ceará: os escritores foram apenas pretexto.

    A Ilha fez um voo baixo, mas tranquilo. Deve conseguir o direito de ficar no Grupo Especial.

    Desfile da escola de samba União da Ilha no Sambódromo da Marquês de Sapucaí – 05/03/2019 Sergio Moraes/Reuters
    Gracyanne Barbosa, rainha de bateria da escola da samba União da Ilha, durante desfile na Marquês de Sapucaí – 05/03/2019 Sergio Moraes/Reuters
    Com o enredo ‘A peleja poética entre Rachel e Alencar no avarandado do céu’, a escola de samba União da Ilha desfila na Marquês de Sapucaí – 05/03/2019 Pilar Olivares/Reuters
    Porta-bandeira da escola de samba União da Ilha durante desfile na Marquês de Sapucaí – 05/03/2019 Pilar Olivares/Reuters
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