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Portela arrepia ao homenagear Clara Nunes com Mariene de Castro

Escola veio animada, bonita, bem embalada nas alegorias e fantasias de Rosa Magalhães

Por Fernando Molica, do Rio de Janeiro Atualizado em 5 mar 2019, 02h08 - Publicado em 5 mar 2019, 01h46

Sabe aquele time que entra em campo e, em menos de cinco minutos de jogo, mete dois gols? Foi mais ou menos o que a Portela fez na Marquês de Sapucaí neste segundo dia de desfiles do Grupo Especial, no Carnaval do Rio de Janeiro.

Ao colocar Mariene de Castro para cantar como se fosse Clara Nunes na comissão de frente, a escola arrepiou muita gente e mostrou que jogava para ganhar.

O desfile mostrou o acerto de escolher enredos que tenham a ver com a história de uma agremiação. A escola veio animada, bonita, bem embalada nas alegorias e fantasias de Rosa Magalhães. As referências aos orixás foram temperadas com a tradição católica, uma escolha que faz lembrar o quanto o país já foi mais tolerante.

  • A escolha da cantora como enredo deixa no ar uma pergunta: o que o modernismo e a pintora Tarsila do Amaral foram fazer no desfile? Tiveram uma passagem tão rápida que logo foram esquecidos – e a Portela voltou ao seu endereço. Em tempo: a quadra da escola fica na rua Clara Nunes.

    Emanuelle Araújo desfila pela escola de samba Portela – 05/03/2019 Roberto Vazquez/Futura Press/Folhapress
    Portela é a terceira escola de samba a desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí – 05/03/2019 Daniel Ramalho/VEJA.com
    Componente da escola de samba Portela, durante desfile no Sambódromo da Marquês de Sapucaí – 05/03/2019 Daniel Ramalho/VEJA.com
    Bianca Monteiro, rainha de bateria da escola Portela, durante desfile no Sambódromo da Marquês de Sapucaí – 05/03/2019 Daniel Ramalho/VEJA.com
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