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Paulo Coelho e George R. R. Martin querem exibir ‘A Entrevista’

Brasileiro ofereceu 100.000 dólares para divulgar o filme em seu blog, enquanto autor de 'Guerra dos Tronos' disse que lançaria longa no seu cinema particular

Por Da Redação 19 dez 2014, 01h50

Os escritores Paulo Coelho e George R.R. Martin querem salvar a exibição do filme A Entrevista, cuja distribuição foi cancelada pelo estúdio Sony após redes americanas de cinema desistirem de estrear o longa em 25 de dezembro ao se sentirem ameaçadas pelo grupo de hackers Guardiões da Paz, que desde o fim de novembro tem atacado a Sony com o vazamento de e-mails, roteiros de filmes e informações sobre salários dos empregados da empresa. Coelho e Martin se ofereceram para exibir o filme, que retrata uma missão da CIA contra o ditador Kim Jong-un.

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“Eu ofereço à Sony Pictures 100.000 dólares pelos direitos de A Entrevista, que postarei de graça no meu blog”, escreveu o brasileiro em seu perfil no Twitter. “A oferta é válida até sexta-feira, meio-dia. O estúdio recupera 0,01% do investimento e eu posso dizer NÃO a ameaças terroristas.” A comédia tem custo estimado de produção em 114,4 milhões de dólares.

Já George R.R. Martin sugeriu que o longa pudesse ser exibido em cinemas independentes, como o seu. “O nível de covardia corporativa aqui me surpreende. Mesmo a Sony, que fez o filme, está indo nessa. Existem milhares de pequenos cinemas independentes em todo o país, como o meu, que de bom grado exibiriam A Entrevista, independentemente das ameaças da Coreia do Norte, mas em vez de transferir o filme para esses locais, a Sony cancelou o seu lançamento”, escreveu em seu blog.

Na trama, os atores Seth Rogen e James Franco vivem um produtor e um apresentador de TV que acabam envolvidos em um plano da CIA para assassinar o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Desde que o enredo foi divulgado, o regime comunista do país quer que a produção seja banida e chegou a manifestar sua indignação para a ONU. Após o ataque hacker, a Sony passou a investigar a possibilidades de o estúdio ter sido alvo de uma represália à comedia.

Coreia do Norte – Nesta quarta-feira, investigadores do setor de inteligência dos Estados Unidos concluíram que o governo da Coreia do Norte está “profundamente envolvido” no ciberataque aos computadores da Sony. O país asiático reclamou publicamente do filme e chegou a pedir que ele não fosse lançado. Pouco depois, começou o ciberataque ao estúdio americano. Oficialmente, o governo norte-coreano nega envolvimento no caso, mas comemorou publicamente os ataques à rede da Sony.

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