Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Netflix é indiciada na Justiça do Texas pelo filme ‘Lindinhas’

Plataforma voltou a defender que o longa francês é uma crítica à sexualização infantil

Por Amanda Capuano Atualizado em 18 mar 2021, 22h28 - Publicado em 7 out 2020, 16h46

O júri do Condado de Tyler, no estado americano do Texas, indiciou a Netflix pelo filme Lindinhas, acusado de sexualização infantil. O processo, que data de 23 de setembro, tornou-se público nesta quarta-feira, 7, através de um comunicado publicado no Twitter do Gabinete de Lucas Babin, promotor do condado. “Depois de ouvir as controvérsias sobre o filme e assisti-lo, concluí que havia uma causa provável para acreditar que ele encaixa-se como criminosos segundo a seção 43.262 do Código Penal do Texas”, escreveu Babin.

A seção citada refere-se ao trecho do código penal texano que considera ilegal “promover conscientemente material visual que exiba de maneira obscena os genitais ou partes íntimas de crianças, vestidas ou parcialmente vestidas, que apelem ao interesse sexual e não tenham um sério valor literário, artístico, político ou científico.” O advogado ainda declarou que os legisladores do estado “acreditam que promover material obsceno de crianças tem consequências destrutivas.”

A punição a ser cumprida pela Netflix caso condenada ainda não está clara, mas o crime da qual a empresa é acusada é descrito por Babin como um “state jail felony” – que, segundo o Código Penal do Estado do Texas, tem pena de 180 dias a 2 anos de encarceramento em prisão estatal e multa de até 10 000 dólares.

Em nota, a Netflix defendeu o longa francês, enfatizando mais uma vez que a obra é “um posicionamento social contra a sexualização de crianças” e que a acusação é “sem fundamento”.

Continua após a publicidade

Confira o comunicado:

tendencias decoração interiores 2021 pinterest biblioteca neon cozinha banheiro minimalismo escritório home office janelas casacor casacor 2020 design minimalista
Reprodução/Twitter

O filme

Antes mesmo de ser lançado na Netflix, o filme Lindinhas (Mignonnes no original, em francês) se viu em um fogo cruzado de acusações relacionadas ao trailer e fotos de divulgação que traziam imagens de garotas entre 11 e 12 anos com roupas curtas e poses sugestivas. Na trama, uma garota de origem senegalesa e muçulmana, de 11 anos de idade, se rebela contra as tradições e proibições de sua família e entra para um grupo de dança de adolescentes, no qual a sexualização precoce é parte da realidade social.

Apesar da boa estreia no Festival de Sundance, o longa tem enfrentado acusações de sexualizar crianças em diversos países. Em meados de setembro, com o filme já disponível na Netflix, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, entrou na história afirmando nas redes sociais que “não ficará de braços cruzados”, prometendo uma cruzada contra o longa. Dias depois, a ministra pediu judicialmente a censura do filme.

Enquanto isso, no Festival de Toronto, a diretora de Lindinhas, a franco-senegalesa Maïmouna Doucoure, defendeu a produção, dizendo que ela “luta a mesma luta” dos críticos. “Eu vi tantas situações e problemas ao meu redor quando era criança, que decidi fazer esse filme como um alerta, para dizer: temos que proteger nossas crianças”, disse ela em coletiva de imprensa no evento.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)