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‘O Golpista do Tinder’ é banido do aplicativo e faz ameaças após filme

Documentário da Netflix mostra como o israelense Simon Leviev roubou mais de 10 milhões de dólares enganando mulheres – e com as redes sociais como aliadas

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 8 fev 2022, 14h51 - Publicado em 7 fev 2022, 16h00

Um homem charmoso, bilionário e romântico conquista mulheres através do Tinder. Após atestar de todas as formas possíveis que é um ricaço, com direito a viagens de jatinho e estadias em hotéis de luxo, ele afirma que é envolvido em algum negócio perigoso – como extração de diamantes em regiões de milícia na África ou comércio de armas. A partir daí, a narrativa de contos de fadas se torna um filme de ação de Hollywood. Ele diz estar sendo seguido e precisa da ajuda dessas mulheres, para que emprestem seus cartões de crédito, pois não estão no nome dele, ou dinheiro vivo, que não seja rastreável. De forma resumida, o modo de agir de Simon Leviev pode parecer frágil, mas a intrincada rede em torno do israelense, destrinchada no documentário O Golpista do Tinder, da Netflix, prova o contrário. Tanto que, mesmo apesar da repercussão do filme lançado na sexta-feira, 4, e das muitas evidências contra ele, Leviev está livre e ostentando luxo no Instagram – nesta segunda-feira, por exemplo, ele postou um vídeo tomando café em um jatinho particular.

Como era esperado, o Tinder se manifestou e afirmou que baniu todos os perfis associados ao golpista no aplicativo. A empresa LLD Diamonds, da qual o rapaz dizia ser herdeiro, divulgou que vem há tempos movendo ações contra o indivíduo. Na contramão, sem nenhum sinal de que pretende banir o golpista, o Instagram se tornou a plataforma ideal para ele falar com seus “fãs”. Além de poder fazer ameaças. “Se eu fosse uma fraude, por que eu iria aparecer na Netflix? Eles deveriam ter me prendido quando ainda estavam filmando. É hora de essas mulheres começarem a dizer a verdade”, escreveu ele na rede. Leviev ainda garante que contará sua história, pelo seu ponto de vista.

É curiosa, aliás, a relevância que as redes sociais apresentam no método usado por Leviev. Logo após conhecê-lo no Tinder, as moças ludibriadas pelo rapaz iam rapidamente ao Instagram analisar seu perfil. Em tempos de vidas virtuais, as redes se tornaram uma espécie de atestado de existência dos seres humanos. Ciente disso, Leviev mantinha seu perfil sempre atualizado, com fotos em diferentes países, carrões e jatinhos, e sendo acompanhado por mais de 100.000 seguidores. Um exemplar extremo da máxima “nem tudo que reluz é ouro” – algo esquecido em tempos de vidas perfeitas nas redes.

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