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Por Kelly Miyashiro
Críticas e análises sobre o universo da televisão e das plataformas de streaming
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‘Alicent é uma mulher terrivelmente reprimida’, diz atriz a VEJA

Olivia Cooke interpreta personagem que vem se destacando em ‘A Casa do Dragão’

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 out 2022, 08h00

Criada para ser a boa moça da corte, Alicent Hightower se tornou uma peça fundamental no xadrez político de A Casa do Dragão. Na série da HBO, derivada de Game of Thrones, a personagem vivida por Olivia Cooke foi de melhor amiga da herdeira do trono, a princesa Rhaenyra Targaryen (Emma D’Arcy), à sua principal oponente. Enquanto Rhaenyra briga pelo direito de assumir o posto de rainha, Alicent se impõe como a mãe assustada e reprimida pelos homens ao redor, que reage de forma violenta: segunda esposa do rei, ela teme pela vida dos filhos ao mesmo tempo que quer ver seu primogênito com a coroa. Nobres ou não, os sentimentos de Alicent não comovem os fãs da série, que a alçaram ao patamar de nova vilã da trama – comparada com Cersei Lannister (Lena Headey), a rainha má (e pop) da série original. A VEJA, a atriz falou sobre a trajetória da personagem, confira:

Como analisa a relação entre Alicent e Rhaenyra até aqui? A amizade das duas é fundamental na trama. A série é construída ao redor dessas duas mulheres. Há um cordão umbilical invisível entre elas, e essa ligação faz com que tudo que acontece com uma delas seja refletido na outra. Há um efeito de ação e consequência intrínseco às duas.

Acha que a Alicent já se imaginou no Trono de Ferro? Acho que não, pois Alicent é uma mulher terrivelmente reprimida. Então ela nunca admitiria esse desejo nem se ele de fato existisse. 

O que a atraiu em A Casa do Dragão? A dinâmica feminina nas camadas de poder me interessou, assim como a história dos Targaryens em Game of Thrones, que foi muito intrigante. Me atraiu a possibilidade de apresentar essa história de uma família poderosa antes do colapso. 

Game of Thrones causou polêmicas pelo modo como retratou a opressão feminina sem limar cenas de estupro e nudez. Como analisa o que vem sendo feito em A Casa do Dragão nesse sentido? Acho que cenas de sexo e nudez são importantes para retratar de forma correta a experiência humana. Se essas cenas estão em um contexto, sou muito a favor. Não podemos simplesmente ignorar a violência sexual a qual as mulheres são submetidas em prol da audiência.

Como analisa a presença dos coordenadores de intimidade agora nas cenas de sexo? Os atores devem estar protegidos enquanto trabalham. Por isso fico tranquila que A Casa do Dragão trabalhe com um coordenador de intimidade. Agora, as cenas de sexo são praticamente coreografias a serem cumpridas – e isso não altera o resultado final. E o fato de ser uma série protagonizada por duas mulheres faz com que toda a perspectiva seja distinta da apresentada em Game of Thrones.

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