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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Guedes: auxílio emergencial não será estendido

A notícia revelada por VEJA e por outros sites de imprensa sobre a prorrogação foi confirmada por fontes do governo, agora desautorizadas por Guedes

Por Robson Bonin Atualizado em 7 out 2020, 14h31 - Publicado em 7 out 2020, 12h14

O ministro da Economia Paulo Guedes afirmou nesta quarta que o auxílio emergencial não será estendido até junho de 2021, como foi ventilado por fontes de Brasília. Segundo o ministro, não há articulação sobre o tema e o estado de calamidade decretado em função da pandemia de coronavírus termina em dezembro.

“O auxílio e o estado de calamidade se encerram em dezembro. Não há prorrogação da calamidade. Essa articulação pela prorrogação não existe”, disse Guedes a jornalistas.

A afirmação do ministro é uma resposta a informações vazadas por integrantes do próprio governo, reveladas pelo Radar na segunda-feira, de que a Economia estaria analisando a possibilidade de seguir com o auxílio no próximo ano. Nesta quarta, o Radar Econômico revelou novos detalhes da articulação, que já teria prazo definido para seguir até meados do próximo ano.

Diante da repercussão negativa do mercado, o ministro desautorizou as fontes do governo a falarem sobre o assunto: “O ministro descredencia qualquer informação nesse sentido”.

A prorrogação elevaria custo do benefício, que está previsto até o mês de dezembro, para R$ 100 bilhões. Quando o auxílio entregava 600 reais por mês, o custo do programa era de 50 bilhões de reais mensais. Ao estendê-lo até o fim do ano, com limite de 300 reais, o custo, segundo o Tesouro, ficou em 67 bilhões de reais entre setembro e dezembro — 16,75 bilhões de reais mensais.

 

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