A decisão do ministro Raul Araújo, que censurou as manifestações políticas de músicos no festival Lollapalooza, pode não ter tido efeito algum porque o PL (Partido Liberal), do presidente Jair Bolsonaro, errou o e-mail e o CNPJ da empresa que produz o festival, a Time For Fun, entrando com uma representação contra duas empresas inaptas e que não têm nada a ver com o evento.
O pedido foi feito contra as empresas Lollapalooza Brasil Serviços de Internet Ltda e Latin Investment Solutions Participações Ltda, que estão inaptas desde 2018 e 2019, respectivamente. Ao descobrir o erro, o PL apresentou uma nova petição.
VEJA apurou que até o momento a intimação não foi entregue oficialmente para o Lollapalooza e, como o festival acaba neste domingo, 27, ela será nula. Ou seja, as manifestações dos artistas, como a banda Fresno e o rapper Djonga, que gritaram Fora Bolsonaro em seus shows, não deverão receber multas.
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A Justiça tentou intimar as duas empresas, mas os endereços eram inexistentes. “Sendo inócua a expedição pelos Correios da intimação, uma vez que o festival tem data final marcada para o dia 27/03/2022 (este domingo)”, diz um trecho do documento.
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