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Matheus Leitão

Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog
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O nome no Congresso que foi fundamental para a vitória de Lula

Saiba quem é…

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 7 nov 2022, 12h49 - Publicado em 7 nov 2022, 10h47

Lula teve vários agentes essenciais para a consolidação da vitória à Presidência da República, em 30 de outubro, e a coluna já mostrou o papel de três deles que uniram forças e igualaram a disputa (não só) nas redes sociais. Mas, na política do dia a dia, quem se destacou – e acabou tendo o mais relevante papel no Congresso – foi o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues, da Rede. O próprio presidente eleito admite isso nos bastidores.

Desde o início do governo Bolsonaro, o parlamentar travou uma verdadeira guerra nos tribunais contra pautas antidemocráticas. Randolfe e a Rede Sustentabilidade ingressaram mais de 400 ações judiciais e representações ao MPF (Ministério Público Federal) e TCU (Tribunal de Contas da União). Entre as medidas, estão Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental e Ações Populares.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fala sobre o orçamento secreto
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) // (Randolfe Rodrigues/Reprodução)

Randolfe iniciou esse ciclo de denúncias, ações judiciais e discursos fortes, com grande repercussão na mídia, desde 1° de janeiro de 2019, mas um ponto crucial foi na CPI da Covid, quando o parlamentar investigou escândalos de corrupção e obteve vitórias importantíssimas. Um exemplo – acatado pela Justiça – foi o pedido para o governo usar critérios puramente científicos na compra de vacinas, sem barrar a CoronaVac por preconceito ideológico ou jogo político.

Os resultados das ações também obrigaram Bolsonaro a apresentar e a atualizar o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, com prazos e critérios técnicos; fizeram o então Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, admitir que não tinha estoque suficiente para vacinação; e contribuíram até para a suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem à chefia da Polícia Federal por desvio de finalidade na escolha do nome.

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Uma outra pedra no sapato de Bolsonaro foi a ação de Randolfe que levou à suspensão de investigações ilegais da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) contra a ativistas antifascistas.

Apoiadores de Bolsonaro consideraram Randolfe uma das maiores barreiras do governo durante os quatro anos de gestão. E em 2022 a guerra se intensificou. As ações judiciais do senador provocaram a investigação de empresários bolsonaristas suspeitos de planejar e estimular um golpe de Estado; pedidos de explicação sobre ataques à democracia e a tomada de medidas urgentes contra a violência na Amazônia.

Foi no tribunal que Randolfe também conseguiu derrubar a alegação da campanha de Bolsonaro de que transporte público gratuito no dia das eleições configuraria crime eleitoral. Uma decisão estratégica e fundamental para garantir a milhões de brasileiros ônibus de graça para ir às urnas.

A classificação de combatente incansável – muito atribuída a ele – não é por acaso.

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