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Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog
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A tempestade (quase) perfeita contra Bolsonaro

Soltura de Milton Ribeiro reduz danos ao presidente, mas mau tempo continua a se formar

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 13 jul 2022, 12h29 - Publicado em 24 jun 2022, 11h00

A vida não está fácil para o presidente Jair Bolsonaro. Nas últimas semanas, uma série de acontecimentos negativos caíram sobre ele como uma tempestade quase perfeita, atrapalhando seus planos políticos para 2023.

No episódio mais recente, a prisão de Milton Ribeiro escancara um caso de corrupção dentro de um governo que sempre se disse incorruptível. Isso será usado contra ele na campanha. Barras de ouro com pastores bolsonaristas é quase um dólar na cueca de petistas. A bandeira que ele sempre usou de forma indevida agora ficará mais difícil de colar com os brasileiros.

Para o alívio de Bolsonaro, o ex-ministro foi solto nesta quinta, 23, diminuindo os danos e reduzindo a temperatura em torno do presidente. Mas, o que podia ser um fato de comemoração… não será totalmente.

A Polícia Federalinformou que vai investigar uma possível interferência indevida na operação que resultou na prisão de Milton e de outros pastores. Mais uma ameaça à paz do presidente e também contra ele, que já foi acusado disso no passado.

Além do caso envolvendo Milton Ribeiro, Bolsonaro tem que lidar com problemas graves como a crise na Petrobras e o aumento constante no preço dos combustíveis. A insatisfação dos brasileiros é clara e todas as tentativas do presidente de resolver a questão terminaram mal.

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Agora, tenta atrair o apoio dos caminhoneiros falando em dar R$ 1.000 aos autônomos da categoria e tenta reduzir sua impopularidade com os brasileiros aumentando o valor do Auxílio Brasil, mas faltam 100 dias para as eleições.

No fim desta quinta, 23, a divulgação de uma nova pesquisa DataFolha piorou a tempestade. O clima era de apreensão na equipe de Bolsonaro, com a possibilidade de que a distância entre ele e Lula tivesse aumentado. Não aumentou, mas o petista ainda vence no primeiro turno.

Somam-se a esses problemas a inflação alta, os juros subindo sem parar e as dificuldades de composição de palanques nos Estados. A tempestade é forte e Bolsonaro vai precisar de muita estratégia para não se afogar.

Até outubro, o presidente ainda deve enfrentar outros problemas em busca da reeleição. Enquanto isso, Lula observa e ganha espaço em meio ao caos que acontece no terreno do adversário.

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