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José Casado Por José Casado Informação e análise

Bolsonaro avança entre eleitores pobres do Norte e Nordeste

Efeitos do auxílio (R$ 400 mensais) eram previsíveis na faixa de renda de até dois salários mínimos, porém, não na velocidade detectada

Por José Casado Atualizado em 17 mar 2022, 04h19 - Publicado em 17 mar 2022, 08h00

O PT de Lula demonstra surpresa com a melhoria na avaliação do governo Jair Bolsonaro no segmento mais pobre do eleitorado, onde a renda mensal familiar máxima é de dois salários mínimos (R$ 2,2 mil).

Eles detêm pouco mais de 48 milhões de votos, e representam fração de 33% dos eleitores. É o grupo que, essencialmente, há oito meses sustenta Lula na liderança isolada, e unânime, das pesquisas de intenção de voto.

Efeitos do socorro governamental (R$ 400 mensais) eram previsíveis nessa faixa de renda, porém, não na velocidade detectada nas sondagens das últimas quatro semanas.

Um de cada dois eleitores continua achando ruim a administração Bolsonaro. A novidade é que nas últimas quatro semanas houve mudança relevante no comportamento crítico dos mais pobres.

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Exemplo: queda de oito pontos percentuais na taxa de reprovação (de 57% para 49%) captada na pesquisa Quaest/Genial, divulgada ontem. Foram duas mil entrevistas presenciais, em todas as regiões, com margem de erro de dois pontos percentuais.

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Lula se mantém na dianteira, com larga vantagem nesse segmento (35 pontos à frente de Bolsonaro, na sondagem de ontem). Mas começa a ver uma tendência à redução da sua vantagem entre os mais pobres no Nordeste e no Nordeste.

Aparentemente, o auxílio financeiro governamental no final de um ciclo da pandemia provocou uma redução expressiva (12 pontos) na avaliação negativa do governo entre eleitores pobres do Norte — em fevereiro 48% achavam ruim a administração Bolsonaro, agora são 36%. A queda nas críticas foi menor (5 pontos) no Nordeste — de 61% para 56% em um mês.

Esse quadro, dosado pela preocupação com o rumo da economia, é confirmado em outras pesquisas quantitativas encomendadas pelo governo e, também, nas chamadas qualitativas — com seleção de grupos de eleitores— contratadas pelo Partido Liberal, que abriga Bolsonaro na disputa pela reeleição.

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É notável, também, a resiliência do antilulismo. Ela se expressa nas pesquisas na concentração de um quarto do eleitorado em torno do seu antagonista. Bolsonaro conservou-a na travessia da pandemia; de uma grave crise de desemprego; da alta recorde da inflação nos últimos doze meses; e, até agora, da imprevisibilidade econômica derivada da guerra de Putin, de quem se diz admirador.

Não significa garantia de futuro nas urnas, nem para ele e nem para o adversário:  um terço do eleitorado continua rejeitando os dois líderes nas pesquisas. Além disso, de cada três eleitores que hoje dizem preferir Bolsonaro ou Lula,  pelo menos um deixa clara a possibilidade de mudar de voto caso “algo aconteça”. É o que motiva os demais candidatos a continuar na batalha.

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