Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Descoberto o primeiro peixe de sangue quente

Corpo aquecido faz com que o opah seja um predador de alto desempenho, por enxergar e nadar melhor

Por Da Redação
Atualizado em 6 Maio 2016, 16h04 - Publicado em 14 Maio 2015, 17h06

Um estudo da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), órgão dos Estados Unidos, revelou a opah como a primeira espécie de peixe composto inteiramente por sangue quente, dando-lhe vantagem competitiva nas profundezas frias do oceano. Enquanto mamíferos e aves em geral mantêm a temperatura do corpo alta, o opah é o primeiro peixe que consegue fazer o mesmo.

O peixe prateado, do tamanho de um pneu de automóvel, pode ser encontrado em quase todos os oceanos. Mas é principalmente achado no Caribe, nos Estados Unidos e na Argentina. Ele vive centenas de pés abaixo da superfície, em águas frias mal iluminadas.

Suas nadadeiras parecem asas, fazendo com que ele consiga nadar rapidamente. Segundo os cientistas, o bater constante das barbatanas do opah aquece seu corpo, acelerando o seu metabolismo e, em efeito contínuo, o movimento e suas reações.

Leia também:

Peixe-leão, nocivo à fauna, é encontrado na costa brasileira

Peixe usa eletricidade para ‘sequestrar’ presa

De acordo com o biólogo Nicholas Wegner, do Centro de Pescaria do NOAA na Califórnia, e um dos autores do estudo, ter sangue quente é uma vantagem competitiva, já que confere ao peixe as capacidades de nadar melhor, reagir rapidamente e enxergar com precisão. Esses diferenciais, segundo os pesquisadores, tornam o opah o que é considerado um “predador de alto desempenho”.

Continua após a publicidade

O biólogo só percebeu que o peixe era incomum quando um co-autor da pesquisa, Owyn Snodgrass, coletou uma amostra do tecido branquial do peixe que tinha uma estrutura nunca vista: o sangue quente, que sai do núcleo do corpo, ajuda a aquecer o sangue frio, retornando para o coração a partir da superfície respiratória das brânquias, onde absorve oxigênio.

Alguns outros peixes, como o atum e espécies de tubarões, conseguem aquecer certas partes do corpo, como músculos, aumentando a capacidade natatória. Mas órgãos internos, incluindo os corações, voltam a esfriar rapidamente, forçando-os a retornar para profundidades rasas, onde as temperaturas são amenas, para se aquecer.

(Da redação)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.