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Suspeito acusa participação de filha e namorada em morte de família no ABC

Polícia prendeu cinco pessoas, incluindo a filha do casal assassinado e a namorada dela; um dos suspeitos confessou envolvimento e entregou os outros

Por Da Redação 5 fev 2020, 09h48

O terceiro suspeito preso pelo assassinato de uma família encontrada carbonizada no ABC paulista, em 28 de janeiro, confessou à Polícia Civil o envolvimento no crime e acusou a participação da filha e da namorada dela. Além de Juliano de Oliveira Ramos Júnior, a corporação prendeu temporariamente outros dois homens que teriam participado dos assassinatos.

“Ele (Ramos Júnior) apresentou a companheira (da filha) das vítimas como mentora intelectual e forneceu a identificação dos comparsas”, explicou o delegado Ronaldo Tossunian, da seccional de São Bernardo do Campo, em coletiva de imprensa. 

A filha do casal, Ana Flávia Gonçalves, e sua namorada, Carina Ramos, estão detidas desde 29 de janeiro no 7º Distrito Policial (DP) de São Bernardo por suposta participação no crime, o que elas negam. Ramos Júnior é primo de Carina e delatou os outros dois comparsas no crime, após ser preso em Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo. Os outros dois suspeitos foram presos nos municípios paulistas de Santo André e Avanhandava. Um sexto homem é investigado.

Os corpos do casal Flaviana e Romuyuki Gonçalves, e do filho Juan Gonçalves, de 15 anos, foram encontrados carbonizados dentro de um veículo, um Jeep Compass, em uma área de mata na Estrada do Montanhão, em São Bernardo, na semana passada.

De acordo com a Polícia Civil, foi encontrado com um dos suspeitos delatados pelo primo de Carina uma arma de fogo e alguns eletrônicos que haviam sido roubados na casa das vítimas, em um condomínio fechado em Santo André. Uma das linhas de apuração é de que os homicídios tenham acontecido após os envolvidos não encontrarem uma “grande quantidade de dinheiro” que buscavam na casa da família.

De acordo com a TV Globo, que teve acesso ao depoimento de Ramos Júnior à Polícia Civil, o grupo buscava uma quantia de 85.000 reais. Como o dinheiro não foi encontrado, os criminosos concordaram em matar a família, decisão que teria tido o aval e Carina e Ana Flávia. Até o momento, no entanto, a polícia reforça que não descarta nenhuma linha de investigação.

 

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