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Suicídio, roupa preta, arma branca: semelhanças entre Columbine e Suzano

Ataque em escola da Grande São Paulo lembra algumas características do célebre massacre ocorrido há quase 20 anos em uma escola do Colorado (EUA)

Em 20 de abril de 1999, Dylan Klebold, 17 anos, e Eric Harris, 18, invadiram a escola em que estudavam em Columbine, cidade do Colorado (EUA), e atiraram contra alunos, professores e funcionários. O caso teve repercussão mundial e motivou filmes e documentários – como Tiros em Columbine, de Michael Moore, vencedor do Oscar em 2003 – e aumentou a preocupação e o debate sobre a facilidade com que os americanos têm acesso a armas. Na manhã desta quarta-feira, 13, quase vinte anos após o caso americano, Guilherme Taucci, 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, abriram fogo dentro da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. Nos dois casos, os atiradores cometeram suicídio.

+ Acompanhe a cobertura da tragédia de Suzano

Em Columbine, treze pessoas foram mortas, além de Dylan e Eric. Na escola de Suzano, oito pessoas morreram, sendo cinco alunos, duas funcionárias e o dono de uma locadora de veículos. Ambos os crimes ocorreram no período da manhã e envolveram armas de fogos e bombas caseiras.

Veja outras coincidências nos dois massacres:


Vestimentas

Guilherme Taucci, um dos atiradores em Suzano (à esq.), em foto no Facebook, e Dylan e Eric retratados no filme ‘Elephant’, sobre Columbine

Guilherme Taucci, um dos atiradores em Suzano (à esq.), em foto no Facebook, e Dylan e Eric retratados no filme ‘Elephant’, sobre Columbine (Facebook/Reprodução/Divulgação)

No massacre de Columbine, os atiradores usavam preto quase por inteiro – com exceção da camiseta branca de Eric. No filme Elephant, de 2003, baseado no ataque, a dupla é retratada toda de preto. Apesar de Luiz Castro ter sido encontrado morto com uma camisa xadrez, Guilherme usava camisetas, calças, luvas e botas pretas lembrando a vestimenta dos assassinos americanos. Ele também usava um boné para trás, como Dylan e Eric, e um relógio com o visor posicionado no lado contrário do pulso, outra marca de Columbine.

Artefatos incendiários

Coqueteis molotov preparados pela dupla de atiradores em Suzano e combustível apreendido após o massacre de Columbine

Coqueteis molotov preparados pela dupla de atiradores em Suzano e combustível apreendido após o massacre de Columbine (Reprodução/Karl Gehring/The Denver Post/Getty Images)

O plano inicial da dupla de Columbine era colocar bombas na cafeteria da escola e esperar a explosão para, na sequência, atirar nos estudantes e funcionários que fugissem pela porta. Porém, as bombas não explodiram. Já em Suzano, a Polícia Militar apreendeu garrafas de coquetel molotov – arma química incendiária caseira -, que não chegaram a ser usadas.

Armas brancas

Machadinho levado por um dos atiradores de Suzano e facas apreendidas no massacre de Columbine: armas brancas nas duas ocorrências

Machadinho levado por um dos atiradores de Suzano e facas apreendidas no massacre de Columbine: armas brancas nas duas ocorrências (Reprodução/Courtesy of Jefferson County Sheriff/Getty Images)

No massacre de Columbine, foram apreendidas com Dylan e Eric diversos tipos de facas, que não foram utilizadas pelos atiradores. Guilherme levou ao ataque em Suzano um machadinho, que foi encontrado em sua cintura após o suicídio. Além disso, também foi encontrado um arco e flecha ao lado de seu corpo.

Máscaras

Comparativo da caracterização de um dos atiradores de Suzano com uma cena da série American Horror Story

Comparativo da caracterização de um dos atiradores de Suzano com uma cena da série American Horror Story (Facebook/Reprodução/FX Networks/Divulgação)

A primeira temporada da série americana American Horror Story fez referência ao massacre de Columbine com o personagem Tate, que entra na escola em que estudava vestido de preto, mata estudantes e comete suicídio, como no crime que aconteceu em 1999 no Colorado. Porém, o personagem usa uma maquiagem de caveira. Guilherme, um dos autores do ataque em Suzano, apareceu com uma máscara de caveira e uma vestimenta parecida com a de Tate.

Indícios anteriores

Guilherme Taucci faz pose igual à do personagem Tate, da série ‘American Horror Story’, que é uma referência aos atiradores de Columbine

Guilherme Taucci faz pose igual à do personagem Tate, da série ‘American Horror Story’, que é uma referência aos atiradores de Columbine (Facebook/Reprodução/FX Networks/Divulgação)

Ainda em American Horror Story, o personagem Tate faz uma arma com a mão antes de cometer o crime. Tate é uma referência aos adolescentes de Columbine, que passavam por transtornos psicológicos. Guilherme, um dos atiradores brasileiros, fez o mesmo gesto e publicou a imagem no Facebook momentos antes de cometer o crime.

Repercussão

A discussão sobre a posse de armas nos EUA cresceu após Columbine. Alguns diziam que o massacre aconteceu por causa da facilidade de comprar uma arma no país. No Brasil, a flexibilização do acesso a armas é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro. Após a tragédia de Suzano, a oposição elevou o tom nas críticas à proposta. Já o senador Major Olímpio (PSL-SP), policial militar de São Paulo que apoia o governo, defenderam a ideia presidencial: “Se tivesse um cidadão com arma regular (na escola), isso poderia ter sido minimizado”.

Comentários

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  1. O ԛue sе passa , sua Ьom post ѕobre mídia impressa, tоdоѕ nós
    sаƄe media é սm fantástico fonte de dados .

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  2. Gladstonier Serrano

    Matéria mal escrita e tendenciosa. Pra começo de conversa não foram usadas “armas de fogo”, mas uma arma de fogo. Depois, essa ÚNICA arma foi conseguida mesmo com uma dura legislação de porte de armas. Nos EUA, as escolas são Gun Free Zones, portanto lá é proibido usar armas, dessa forma a lei restritiva não impediu os atentados. Preferia ver o filme do Pelé.

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