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Sistema Cantareira atinge outra vez o menor nível da história

Apesar das chuvas, o sistema registrou 15,7% da capacidade nesta quarta-feira

Por Da Redação - 12 mar 2014, 12h01

O volume de água do Sistema Cantareira atingiu mais uma vez o menor nível desde o início da operação em 1974 – 15,7% da capacidade total. Com as chuvas do último final de semana, o nível subiu para 16,1% no domingo, porém voltou recuar. Além disso, o principal manancial – a represa Jaguari – que abastece o sistema registra apenas 9,73% da capacidade. Há um ano, o volume de todo o Sistema Cantareira era de 58,1%.

O sistema é responsável pelo abastecimento de mais de 10 milhões de pessoas, a maioria na Região Metropolitana de São Paulo. 8,8 milhões destes clientes são abastecidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Segundo a empresa, o recuo no nível de abastecimento ocorreu mesmo com 15,6 milímetros de chuvas acumuladas entre esta terça-feira e quarta-feira desta semana.

O recuo ocorre ainda apesar da redução da vazão de captação máxima do sistema, de 31.000 litros por segundo para 27.900 litros por segundo, iniciada esta semana, com a transferência da captação para os Sistemas Alto Tietê e Guarapiranga. Nesta quarta-feira, o índice do Alto Tietê aumentou para 38,5%, enquanto o Guarapiranga subiu de 71,2% para 72,8%. Na prática, isso significa que mesmo com o suporte de abastecimento de outras reservas, o Cantareira continua apresentando uma drástica diminuição do volume das águas.

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Racionamento – Comércio e indústria, que consomem mais de 500.000 litros por mês, foram chamados a ajudar na tentativa de evitar o racionamento generalizado na Região Metropolitana por causa da seca histórica do Sistema Cantareira. São fábricas, shoppings, supermercados, hotéis e outros grandes estabelecimentos que mantêm contratos específicos com a Sabesp para consumir um volume mínimo de água por mês em troca de tarifas mais baixas. Na prática, quanto maior o consumo, menor o valor do metro cúbico cobrado. Mas, se a empresa não atinge o gasto mínimo dentro da faixa de consumo escolhido, ela é obrigada a pagar pelo volume total.

(Com Estadão Conteúdo)

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