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Quarta morte em desabamento de prédio em Fortaleza é confirmada

A busca por sobreviventes continua nesta quinta-feira — cerca de 150 bombeiros estão trabalhando no resgate de vítimas

O Corpo de Bombeiros do Ceará informou na manhã desta quinta-feira, 17, que retirou dos escombros mais um corpo de uma vítima do edifício que desabou em Fortaleza na última terça-feira, 15. Ainda não se sabe o nome da pessoa. A informação foi confirmada a VEJA pela assessoria da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do estado.

Até a última atualização, sete pessoas haviam sido resgatadas com vida dos escombros desde terça. Outras quatro vítimas morreram no desabamento — entre elas, Izaura Marques Menezes, de 81 anos, e Frederick Santana dos Santos, de 30 anos. Seis pessoas reportadas como presentes no local do desabamento seguem como desaparecidas.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, cerca de 150 militares trabalham diretamente no resgate das vítimas. As equipes conta com o apoio de cinco cães farejadores, drones e uma plataforma mecânica que possibilita uma visão elevada de toda a estrutura. A Polícia Militar do estado isolou a região. O Exército enviou 15 homens para o local para auxiliar nos resgates.

O prefeito da cidade de Fortaleza, Roberto Cláudio, prometeu uma “resposta clara a respeito das responsabilidades de pessoas envolvidas no acidente”. De acordo com ele, órgãos de fiscalização urbana não tinham nenhuma informação sobre obras em andamento no edifício. Este é o segundo caso de desabamento na capital cearense em 2019.

Uma das vítimas que foi retirada com vida dos escombros chegou a perceber falhas na estrutura da edificação onde morava com a família. Um dia antes da queda, enviou fotos de ferragens e pilares danificados para colegas da faculdade. Davi Sampaio, de 22 anos, apresenta estado de saúde estável e sente apenas uma dor no tornozelo.

Falhas na estrutura do prédio que desabou em Fortaleza foram registradas por vítima dias antes da tragédia

Falhas na estrutura do prédio que desabou em Fortaleza foram registradas por vítima dias antes da tragédia (Davi Sampaio/VEJA)