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Prefeitura do Rio teme colapso no trânsito nesta terça-feira

Com os dois sentidos da Avenida Brasil bloqueados ao tráfego, Companhia de Engenharia de Tráfego calcula que é preciso tirar 160.000 veículos da região

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 21 abr 2014, 18h52

A interdição da Avenida Brasil, iniciada na noite de domingo, pode parar o Rio de Janeiro nesta terça-feira, dia em que milhares de cariocas devem retornar à cidade após os feriados prolongados de Semana Santa e Tiradentes. Para evitar um colapso no trânsito, com reflexo até em importantes rodovias, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) precisa reduzir em dois terços a quantidade de veículos que trafegam diariamente na via que é o principal acesso à capital. Isso significa tirar das ruas cerca de 160.000 carros até as 10 horas de quarta-feira, para quando está prevista a liberação.

“Há um risco grande de termos um congestionamento importante ao longo da via, entre as manhãs de terça e quarta-feira. Terça-feira é ponto facultativo nas repartições públicas, mas o comércio, os bancos e outras empresas privadas funcionam normalmente. Isso nos preocupa bastante, porque temos de reduzir o tráfego diário da Avenida Brasil de 240.000 veículos para 80.000. Caso contrário, podemos ter congestionamentos também na Ponte Rio-Niterói e nas rodovias Presidente Dutra (Rio-São Paulo) e Washington Luís”, explicou ao site de VEJA o diretor de Operações da CET-Rio, Joaquim Dinis.

Ainda de acordo com ele, será preciso atenção especial aos dois sentidos da vida, pois haverá um fluxo de pessoas voltando de viagem e seguindo para a Zona Oeste, e outro indo em direção ao Centro para trabalhar. “É preciso reduzir ambos”, enfatizou. A prefeitura chegou a pedir que, quem puder, enforque a terça-feira de trabalho, já que na quarta o Rio tem outro feriado, pelo dia de São Jorge. Dinis aconselha os moradores a evitar a região, de qualquer forma, e dar preferência ao transporte público. As rotas alternativas anunciadas para desviar o trânsito do trecho bloqueado não têm capacidade para receber uma grande circulação de veículos.

Segurança – Um dos desvios possíveis é pela Linha Vermelha, que liga o Rio a São João de Meriti, na Baixada Fluminense, que nesta segunda já apresentou aumento no fluxo de veículos. O diretor da CET-Rio assegura que a via expressa terá reboques e assistentes de tráfego extras para facilitar a movimentação. “Daremos todo o suporte para que o trânsito flua sem problemas. Não podemos permitir que a principal rota alternativa pare ou fique congestionada”, afirmou, acrescentando que a via está liberada para caminhões, o que não é permitido em dias e condições normais.

A Avenida Brasil também deve ganhar reforço no policiamento até a abertura do trecho interditado, na quarta-feira. O objetivo é evitar que criminosos aproveitem o trânsito intenso para atacar motoristas, como já aconteceu em outras ocasiões. A via passa ao lado do Complexo da Maré, na Zona Norte, que, embora ocupada por forças militares, ainda registra ações de traficantes. A interdição, na altura do bairro de Ramos, foi necessária para a realização de obras do BRT Transcarioca, corredor expresso de 23 quilômetros que ligará Deodoro a Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

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