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Polícia americana monitorava Eike desde a decretação da prisão

Segundo o Ministério Público Federal, autoridades policiais da Alemanha, possível destino do empresário, que tem nacionalidade alemã, também foram alertadas

Por Rafaela Lara - 30 jan 2017, 13h25

O empresário Eike Batista, preso na manhã desta segunda-feira no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, estava sendo monitorado por policiais americanos desde que sua prisão foi decretada nesta última quinta, no âmbito da Operação Eficiência, segunda fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

Os monitoramentos foram solicitados pela força-tarefa da Lava Jato no Rio. “Logo que se confirmou sua presença em Nova York, a polícia americana iniciou um discreto monitoramento, já com a informação de que ele havia comprado a passagem do voo AA 973 (aeroportos JFK-Galeão) para ontem (29/1) à noite”, afirmou o Ministério Público Federal (MPF) por meio de nota.

O ex-bilionário é acusado de pagar 16,5 milhões de dólares em propina para o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), por meio de contas no exterior e contratos fictícios. Eike já integrava a lista de procurados da Interpol e, segundo seu advogado, Fernando Martins, o empresário estava em Nova York para tratar de negócios.

Procuradores no Rio e na Procuradoria-Geral da República (PGR) também checaram planos de voo de vários jatos brasileiros que poderiam estar nos Estados Unidos e auxiliar o empresário em uma possível fuga. A Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal (SCI/MPF) iniciou contatos com as polícias alemã e americana na sexta-feira para que o empresário fosse monitorado. Documentos e o pedido de prisão preventiva já estavam sendo traduzidos para o inglês desde a confirmação de que o empresário estava fora do país.

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Em nota, a PGR agradeceu o “empenho das autoridades dos Estados Unidos no monitoramento do suspeito”.

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