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Operação Métis: três policiais são soltos após depoimento

O único policial que permanece na Superintendência da PF é Pedro Ricardo Carvalho, sobre quem recai as suspeitas de tentar atrapalhar a Operação Lava Jato

A Polícia Federal (PF) soltou três dos quatro policiais legislativos presos na sexta-feira durante etapa da Operação Métis. O único que permanece na Superintendência da PF em Brasília é Pedro Ricardo Carvalho. Como ele ocupa o cargo de diretor da Polícia do Senado, recai sobre ele as suspeitas de liderança nas ações de varredura da Polícia Legislativa nas residências de parlamentares.

De acordo com a PF, Everton Taborda, Geraldo Cesar de Deus e Antonio Tavares foram liberados após prestarem depoimento. A Operação Métis investiga as varreduras de policiais legislativos nas casas de parlamentares com intuito de atrapalhar investigações da Operação Lava Jato.

O caso pôs em evidência a Polícia Legislativa, responsável por fazer a segurança de parlamentares, prevenir e apurar infrações nas instalações pertencentes ao Congresso Nacional. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que as varreduras “restringem-se a detecção de grampos ilegais, conforme previsto no regulamento interno”.

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O diretor-geral da PF, Leonardo Daiello, frisou que a investigação não é sobre a varredura de grampos em parlamentares e sim sobre a obstrução de uma investigação federal. “O que foi investigado é o desvio de finalidade de quatro integrantes da polícia do Senado Federal que teriam utilizado as atribuições do senado com finalidade ilícita, a obstrução da Operação Lava Jato”.  A Operação Métis é batizada em referência à Deusa da proteção, com a capacidade de antever acontecimentos.

(com Agência Brasil)

Comentários

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  1. Ataíde Jorge de Oliveira

    Juiz prendeu; juiz soltou. — Polícia, pra quê polícia? — Ah, o mp… Mp!

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