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Morte de voluntário da CoronaVac foi causada por sedativos e opioides

Informações corroboram tese de que a morte não tem nenhuma relação com o imunizante do Butantan

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 12 nov 2020, 18h19 - Publicado em 12 nov 2020, 17h36

O voluntário que participava dos testes da vacina CoronaVac morreu de intoxicação por uso exagerado de opioides, sedativos e álcool. Os compostos químicos foram encontrados no sangue do paciente, segundo laudos dos Institutos de Criminalística e Médico Legal divulgados nesta quinta-feira, dia 12, e encaminhados à Polícia Civil de São Paulo. Entre as substâncias detectadas, havia um analgésico mais potente do que a morfina.

As informações reforçam a tese de que a morte não teve nenhuma relação com o imunizante, que é desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac com o Instituto Butantan. O caso foi registrado no Boletim de Ocorrência como “suicídio consumado” e é investigado pelo 93º Distrito Policial, na Zona Sul de São Paulo. Conforme o BO, o homem foi encontrado morto em seu apartamento no dia 29 de outubro com uma injeção e ampolas de remédio próximas ao corpo.

Os laudos descartaram a presença de drogas ilícitas.

  • Como é de praxe em estudos do gênero, a morte do voluntário foi notificada pelo Instituto Butantan à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como um “evento adverso grave” na última sexta-feira, dia 6. Alegando precaução e falta de dados completos, a Anvisa decidiu paralisar os testes clínicos da vacina na última segunda-feira, dia 9, e liberou a continuidade na quarta-feira, 11, após o Butantan passar mais detalhes sobre o ocorrido.

    O voluntário era um dos 10.000 profissionais da saúde que receberam a vacina e o placebo durante a última fase do desenvolvimento da vacina, que ainda precisa conmprovar a sua eficácia em conter a Covid-19 e ser aprovada pela Anvisa.

    A interrupção do estudo virou uma questão política depois que o presidente Jair Bolsonaro a celebrou como uma vitória política sobre o seu adversário político, o governador de São Paulo, João Doria.

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