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Metrô recontrata dois dos 42 demitidos após greve em SP

Restante dos funcionários dispensados entrará nesta quinta-feira com ação na Justiça contra a medida

O Metrô de São Paulo desistiu de demitir dois funcionários que haviam sido dispensados após a greve de cinco dias que parou grande parte do sistema no início de junho. Com isso, restam 40 empregados que ainda correm o risco de perder os postos de trabalho: esse grupo ingressará com processos na Justiça nesta quinta-feira. A informação é do Sindicato dos Metroviários, que preferiu não divulgar o nome dos funcionários reabsorvidos pela empresa, temendo algum tipo de retaliação a eles.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os dois são seguranças e um deles trabalha na Linha 3-Vermelha, a mais superlotada do sistema. Segundo fontes do sindicato, esses dois funcionários não participaram das mobilizações em torno da greve. Uma confusão com seus sobrenomes, no entanto, fez com que o Metrô os incluísse na lista de demitidos. Eles recorreram em um processo administrativo interno e acabaram reincorporados.

Greve – A greve dos metroviários durou cinco dias – de 5 a 9 de julho – e provocou caos no trânsito de São Paulo. No terceiro dia, o Ministério do Trabalho (TRT) julgou a paralisação abusiva e fixou multa de 500.000 reais por dia. Os sindicalistas também desobedeceram liminar do TRT que determinou a manutenção de 100% de funcionamento do metrô nos horários de pico e 85% nos demais horários, o que acarretou outra multa, no valor de 100.000 reais. A categoria exigia aumento de 12,2% após o sindicato patronal ter reajustado o salário em 8,7%, o mais alto do setor de transportes. A greve foi encerrada no dia 9 de julho depois da demissão de 42 funcionários acusados de participar de quebra-quebra em estações.

Nos cálculos do Metrô, que é controlado pelo governo do Estado, um total de 7.177.932 passageiros não puderam circular por suas quatro linhas – a Linha 4-Amarela, que é administrada pela iniciativa privada, não foi atingida pela greve.

(Com Estadão Conteúdo)