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Justiça concede liberdade provisória à mãe de Joaquim

Relator do processo entendeu que Natália Ponte deve ser solta para cuidar de seu filho de sete meses

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu nesta sexta-feira liberdade provisória à mãe do menino Joaquim. Natália Ponte havia sido transferida para a Penitenciária de Tremembé (SP) na última terça-feira após ela e o marido, Guilherme Longo, terem sido denunciados pelo Ministério Público como responsáveis pela morte do menino Joaquim, de 3 anos. Segundo o promotor Marcus Túlio Nicolino, a omissão de Natália foi determinante para a tragédia.

Na decisão, o desembargador Péricles Piza, da 1ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, entendeu que Natália pode ser solta por não representar uma ameaça ao andamento do processo e também porque ela tem um filho de sete meses que precisa de seus cuidados. O padrasto de Joaquim continua preso na Penitenciária de Tremembé, para onde também foi transferido na última terça-feira.

Natália chegou a ser presa logo após a descoberta do corpo, quando passou um mês encarcerada sob suspeita de participar do desaparecimento e morte do filho. Ela conseguiu um habeas corpus e foi libertada por falta de provas.

O caso – Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, desapareceu na madrugada do dia 5 de novembro de 2013. O corpo foi encontrado cinco dias depois, boiando no rio Pardo, em Barretos, São Paulo, a 150 quilômetros da cidade onde morava.

O padrasto relatou à polícia que colocou o afilhado para dormir perto da meia-noite e saiu para comprar cocaína, mas voltou depois de quarenta minutos por não ter conseguido a droga e não encontrou Joaquim em casa.

A principal hipótese apontada pela polícia seria a de que o padrasto teria aplicado uma superdosagem de insulina no menino, que era diabético.