Oferta Dia dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90

Inhotim quer ajudar Brumadinho com acervo botânico, diz diretor

Museu responsável pela transformação da cidade em polo turístico de Minas Gerais também ofereceu terreno a brigadistas e tradutores para a equipe israelense

Por Ana Weiss 28 jan 2019, 18h15 | Atualizado em 3 jul 2026, 09h52
Inhotim quer ajudar Brumadinho com acervo botânico, diz diretor Priorizar nos meus resultados Google

O Instituto Inhotim é conhecido mundialmente por sua megalômana coleção de arte contemporânea. Mas é de outro acervo do museu a céu aberto que nasce um dos primeiros programas de recuperação de Brumadinho, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte assolada pela onda de lama de rejeitos do rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, da Vale. Uma das propostas das comissões organizadas dentro da instituição é disponibilizar seu banco de sementes para a recuperação das áreas comprometidas pela terra metálica.

“Estamos ainda no mundo das ideias, pois evidentemente a nossa prioridade no momento é oferecer apoio ao resgate de desaparecidos e suporte aos nossos mais de quarenta funcionários com familiares ainda desaparecidos”, diz a VEJA o diretor executivo do Inhotim, o ator Antonio Grassi. O Inhotim tem 600 funcionários, diretos e indiretos. O número de desaparecidos ainda não é conclusivo. O diretor estima que 80% de seus funcionários moram ou têm parentes que vivem no curso da lama. “É um levantamento que estamos fazendo com o cuidado que a situação pede”, afirma.

O ator mineiro acumula um currículo de gestor cultural que inclui a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e a Funarte. Desde 2013 encabeça o museu que transformou a desconhecida cidade de Brumadinho em polo turístico mineiro. Ele conta que nenhum dos relatórios elaborados pela diretoria ambiental, desde que assumiu o cargo, passou perto de algum sinal de perigo vindo da Mina do Feijão. Questionado se concorda com os ambientalistas que acusam o governo do Estado de Minas Gerais de apressar o licenciamento de barragens de mineradoras expondo a população e a natureza a riscos como o de Brumadinho e Mariana, ele diz que compartilha do sentimento, mas prefere aguardar as avaliações técnicas.  

Grassi estava de férias em Lisboa, Portugal, quando recebeu a notícia da tragédia. Até chegar ao museu, no domingo 27, ele acompanhou remotamente a mobilização do Inhotim, que, por precaução, evacuou sua área imediatamente após a notícia do vazamento, mesmo estando fora do curso do rio de rejeitos. A lama cobriu toda a área administrativa da Vale, a pousada Nova Estância e parte do terreno da comunidade Vila Ferteco, além de estradas, como a que liga o Inhotim à residência de seu diretor executivo, em Casa Branca. A instituição será reaberta na sexta-feira 1º.

O papel do Inhotim nessa etapa da tragédia tem sido central. Além de oferecer o terreno para os brigadistas, o museu disponibilizou equipe de tradutores e intérpretes para viabilizar a comunicação entre a equipe de resgate israelense e a brasileira. “As formas de ajudar estão surgindo, e o Inhotim quer e pode contribuir com soluções alternativas para minimizar as perdas e recuperar a vida em Brumadinho.”

O Jardim Botânico Inhotim (JBI) mantém, propaga e propicia estudos com as espécies botânicas de seu acervo de aproximadamente 5.000 espécies, representando mais de 28% das famílias botânicas conhecidas no planeta. A ênfase do trabalho do JBI é dada às espécies ameaçadas, à conservação de recursos genéticos e à disposição das espécies de forma paisagística. A introdução de espécies pouco conhecidas de forma paisagística é uma das estratégias utilizadas para divulgar e sensibilizar os visitantes sobre a importância da biodiversidade vegetal para a sobrevivência humana

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).