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Governo de MG descarta caso de coronavírus em Belo Horizonte

Pasta estadual diz ter adotado entendimento após receber orientações oficiais do Ministério da Saúde sobre definição de casos suspeitos

Por Redação Atualizado em 23 jan 2020, 16h09 - Publicado em 23 jan 2020, 15h56

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais descartou nesta quinta-feira, 23, que o coronavírus seja o motivo da internação de uma mulher em Belo Horizonte. De acordo com a pasta, o entendimento foi adotado após o governo mineiro ter recebido do Ministério da Saúde orientações oficiais para definição de casos suspeitos da doença infecciosa, que já deixou 17 mortos na China.

“Assim, a partir deste protocolo veiculado nesta quinta-feira, 23/01, o Estado de Minas Gerais irá adotar as recomendações do Ministério da Saúde e neste momento este caso não atende ao critério de caso suspeito para o Novo Coronavírus”, afirma a secretaria.

Na noite desta quarta-feira, 22, enquanto a pasta estadual tratava o caso como suspeita de coronavírus, o ministério já havia descartado o enquadramento.

De acordo com o critério atual, a definição de caso por coronavírus se restringe à transmissão entre pessoas (familiares ou profissionais de saúde) que estiveram ou se encontram na cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto. Os sintomas são febre e sintomas respiratórios, como tosse e dificuldades para respirar, apresentados em até duas semanas após a infecção.

Em entrevista coletiva nesta quinta, o Ministério da Saúde informou que já havia descartado quatro casos suspeitos de coronavírus no Brasil antes de também desconsiderar a ocorrência em Minas Gerais. Os casos surgiram nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal, e foram registradas entre os dias 18 e 21 de janeiro.

No pronunciamento, a pasta afirmou que nenhum dos pacientes que apresentaram sintomas suspeitos nessas regiões atendem às definições atuais de infecção por coronavírus da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Atualmente não há nenhum caso suspeito de coronavírus no Brasil”, reforçou Julio Croda, diretor do departamento de vigilância de doenças transmissíveis do ministério.

  • O caso de Minas Gerais é o de uma mulher de 35 anos que esteve em Xangai, a cerca de 840 quilômetros de Wuhan, e desembarcou na capital mineira no sábado, 18, apresentando “sintomas respiratórios, compatíveis com doença respiratória viral aguda”, segundo a secretaria de Saúde. A paciente, que não teve o nome divulgado, foi atendida a princípio em uma unidade de pronto atendimento e em seguida levada ao Hospital Eduardo de Menezes.

    Conforme a secretaria de Saúde do governo Romeu Zema, o estado clínico dela é estável e a alta hospitalar é avaliada para monitoramento domiciliar.

    A Fundação Ezequiel Dias (FUNED), órgão vinculado à pasta, está fazendo exames para influenza e outros vírus respiratórios no caso e amostras foram enviadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A secretaria estadual, o Ministério da Saúde e a Fiocruz vão avaliar se realizam ou não exames para o coronavírus.

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